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Segundo Manuel Guerreiro, só o gabinete de José Sócrates “tem tido uma reação preocupada” em relação à discussão dos credores sobre o futuro da maior cadeia de supermercados do Algarve.

“Os ministros da Economia e do Trabalho nunca se mostraram disponíveis para falar diretamente connosco sobre este assunto, o que só revela que são coniventes com o que se passa e não estão minimamente empenhados na viabilização de um grupo que todos os estudos apontam como viável”, explicou Manuel Guerreiro.

Para o dirigente do CESP – que participa hoje na reunião geral de trabalhadores na sede da empresa, em Silves – os cerca de 500 trabalhadores do grupo “poderão voltar à rua”, tal como fizeram a 09 de fevereiro, frente à sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Lisboa.

“Só nos interessa a viabilização da empresa, queremos é que o plano apresentado no tribunal seja discutido pelos credores e que estes, nomeadamente o banco do Estado, tenham coragem de dizer o que têm contra as medidas nele preconizadas”, sustentou.

Essa, refere ainda o sindicalista, “não tem sido a atitude da Caixa, que apenas está interessada em retomar o projeto que apresentou em 2004/05 à administração da cooperativa, ou seja, desmembrá-la e vendê-la à concorrência”.

A eventual venda de lojas Alisuper aos grupos GCT e Jerónimo Martins é vista como “ruinosa para a empresa e para os seus credores”, porque significa “ceder algumas das melhores lojas por meia dúzia de tostões, não garante o pagamento da dívida de 80 milhões aos credores e atira para o desemprego quase 500 pessoas que dificilmente encontrarão outro posto de trabalho”.

Na única vez que a CGD comentou publicamente o assunto, fê-lo através de uma fonte oficial, para argumentar que não estava disponível para investir 1,2 milhões de euros no futuro do grupo algarvio, uma vez que já tinha “levado o seu nível de apoio até ao limite” em 2008 e 2009.

Manuel Guerreiro contradiz agora essa informação, afirmando que o banco estatal “tem tido milhões de euros de retorno”.

“A Caixa tem estado a mentir todo este tempo e basta olhar para as contas correntes para ver que, há cinco anos, a Alicoop devia mais de 17 milhões de euros à CGD e que agora deve apenas 10 milhões”, disse.

Lusa

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