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D. Manuel Quintas, que nomeou o novo prior no passado dia 19 de julho em virtude da morte repentina no dia 23 de junho do cónego Gilberto Soares Santos, antigo pároco daquela comunidade, começou por referir-se a este. “O senhor cónego Gilberto «está» connosco também hoje. Gostaríamos que estivesse aqui fisicamente, como acontece em tantas paróquias quando há mudança de pároco, mas sabemos que Deus tem os seus desígnios e temos de aceitá-los”, afirmou o prelado.

O bispo do Algarve esclareceu também o sentido daquela cerimónia. “Os párocos quando tomam posse não ficam «donos» da paróquia, nem os paroquianos do pároco. Aquilo que hoje celebramos é o início do serviço pastoral”, clarificou D. Manuel Quintas.

Após a leitura da provisão da nomeação do novo pároco, da sua profissão de fé e juramento de fidelidade a Cristo e à Igreja, da assinatura do auto da tomada de posse, da entrega simbólica das chaves da igreja e da leitura do auto de posse, o prelado lembrou os “desafios” da paróquia de Almancil e o “caminho” trilhado pelo anterior pároco para “desbravar terreno” no sentido de dotar aquela paróquia de novas instalações de que precisa. “Felizmente o caminho percorrido foi tão importante que é preciso retoma-lo, não só pelo senhor padre Jorge mas por cada um de vós, em quem ele vai encontrar apoio e ajuda”, exortou o bispo diocesano, lembrando que a paróquia precisa de uma nova igreja para “rezar, escutar e partilhar a fé”. “Esta igreja é uma joia de todo o Algarve mas é um espaço muito pequenino para as necessidades desta paróquia”, considerou.

D. Manuel Quintas lembrou ainda ao empossado que “o padre tem a missão de ser sinal de Cristo no mundo de hoje”. “A missão de um padre na Igreja é ouvir, viver e anunciar a palavra de Deus e ajudar aqueles que lhe são confiados a abrir os ouvidos à palavra de Deus”, lembrou, referindo-se à importância da ação, do serviço e do ministério do sacerdote na Igreja”. “É um serviço por graça e dom de Deus pelo sacramento da ordem para ser distribuído aos outros”, complementou.

O bispo diocesano recordou ainda que “a missão do pároco passa pelo exercício do seu ministério a muitos níveis mas também, de maneira particular, na administração dos sacramentos da Eucaristia, do batismo e da reconciliação”.

A terminar, agradeceu ao padre Jorge Carvalho “ter aceitado sem hesitar” vir para Almancil para “dar continuidade ao trabalho” do seu antecessor e agradeceu aos padres que se dispuseram, desde julho, a celebrar a Eucaristia em Almancil.

Depois da homilia, seguiu-se o renovamento das promessas sacerdotais do novo prior, convidando-o o bispo diocesano a dois gestos significativos para o exercício do seu ministério: a sentar-se na cadeira da presidência e a deter-se em oração diante do sacrário durante alguns momentos.

No final da Eucaristia, o novo pároco, de 51 anos, reconheceu Almancil como “uma paróquia que requer muito desenvolvimento”. “Estou ao vosso serviço. Conto convosco para que, todos juntos, possamos construir a igreja, não só a de pedra mas também a comunidade. Não serve de nada termos igreja se não houver a comunidade que a faça viver”, afirmou o sacerdote que até ao dia 30 deste mês continuará ainda a ser também pároco de Quelfes.

Samuel Mendonça

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