Pub

Cartaz

Durante três dias, a aldeia de Alte, em Loulé, vai receber o Fusos – Festival de Fusões Artísticas, que juntará em palco músicos e artesãos a trabalhar em tempo real, assim como pescadores e um bailarino, entre outros.

A primeira edição do evento, que arranca na sexta-feira e se estende até domingo, quer mostrar ao público “parcerias inovadoras e inusitadas”, fundindo a arte e o artesanato, áreas que se cruzam com frequência, explicou à agência Lusa o organizador do festival, Carlos Norton.

Durante o festival, haverá atuações em nove palcos, em regime de itinerância, o que significa que não há sobreposição de horários, tendo havido uma preocupação para envolver não só o público como os habitantes da aldeia, que vão construir uma escultura comunitária, pintada depois no encerramento do festival pelos visitantes.

Segundo Carlos Norton, Alte, no interior de Loulé, foi a aldeia escolhida para a realização do festival por ser uma das “mais bonitas” do Algarve e também por ser o centro geográfico da região, um “ponto de encruzilhada” que sugere também a fusão que se quer promover entre artistas e artesãos.

Durante o festival, as pessoas serão conduzidas de palco em palco através do “andarilho de Alte”, uma “escultura sonora que percorre o caminho entre palcos e onde todos podem tocar nos vários instrumentos incorporados”, sublinhou o responsável da associação Fungo Azul, que organiza o festival.

Os palcos do festival, cuja entrada é livre, estarão localizados na Fonte Grande, Fonte Pequena, Pólo Museológico, Casa do Povo, Parque de Jogos, Largo José Cavaco Vieira, Horta das Artes, Escola Profissional e Queda do Vigário.

O público poderá assistir a um concerto de música dos OrBlua com o som de artesãos ao vivo, a um sonoplasta a sobrepor camadas sobre cantares da serra algarvia (Moçoilas com mEEkAlnUt), a um espetáculo de dança onde o bailarino partilha o palco com pescadores (Movimentos no Mar e na Terra), ou a uma performance que junta a narração à música e à sonoplastia (Janelas na Aldeia).

Juntam-se ainda vários artistas, como os Artesãos da Música, Mauro Amaral, Azinhaga, Filipe Valentim, Cal e António Pires.

Durante o Fusos, estarão patentes duas exposições, uma de fotografia intitulada “A minha casa, a minha aldeia” com fotografias de Alte tiradas pelas crianças da escola primária local, e Simbis, uma exposição de artes plásticas que resulta de trabalhos a quatro mãos, já que peças criadas por artesãos foram entregues a artistas plásticos para alterarem e criarem novos objetos.

Durante o Fusos haverá ainda um ciclo de cinema com a exibição de três documentários sobre a cultura algarvia – “António Aleixo, na terra acho, na terra deixo”, de Carlos Fraga, “Quem manda aqui sou eu”, de Tiago Pereira e “Terra que nos acolhes”, de Carlos Norton.

No decorrer do festival os visitantes podem visitar um mercado de velharias e de artesanato e participar nas oficinas oferecidas: construção de flautas, trabalho em esparto e gravura.

O festival Fusos é uma organização da Fungo Azul, inserido no Programa 365 Algarve e conta com o apoio do município de Loulé, do Museu Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Alte.

Pub