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Alunos da Universidade do Algarve recuperaram o ‘Lar da Mãe’ para a Cáritas (com fotos)

Os trabalhadores-estudantes levaram a cabo, de setembro até agora, a recuperação da casa, inaugurada em 2003 para acolher mulheres grávidas em risco, que incluiu a sua limpeza, reboco de paredes, restauro de portas, arranjo de canalização, pintura e decoração, entre outros trabalhos.

Os alunos mobilizaram alguns familiares e amigos e conseguiram também o apoio de sete empresas patrocinadoras que, para além de oferecerem os materiais de construção e de decoração e as ferramentas, ainda disponibilizaram alguns profissionais para ajudarem na obra. Os trabalhos foram feitos aos fins-de-semana, uma vez que os alunos trabalham durante a semana e têm aulas em período pós-laboral, das 19.30h às 24h.

A professora Maria Helena Nunes, que coordenou o trabalho de curso, todos os anos letivos promove cerca de 30 iniciativas de cariz social como esta. Docente da disciplina de Relações Públicas, que é transversal também aos cursos de Gestão, Turismo e Marketing, procura incutir nos alunos a importância do apoio social. “Penso que as relações públicas têm uma responsabilidade social. Qualquer evento deve ter uma vertente social e é essa vertente que eu tento que eles revelem nos seus trabalhos”, sustentou ao Folha do Domingo, acrescentando que este foi o terceiro projeto desenvolvido com a Cáritas algarvia.

Esta noite, na reabertura oficial do ‘Lar da Mãe’ com um beberete organizado pelos alunos, o presidente da Cáritas do Algarve sublinhou estar “profundamente grato” pelo trabalho dos estudantes. “Foi um trabalho de grande importância porque se não tivéssemos esta ajuda nem saberíamos quando é que reabriríamos a casa, uma vez que a prioridade está a ser a ajuda aos carenciados que aumentam todos os dias”, frisou Carlos de Oliveira.

Aquele responsável considerou ainda que aquele gesto poderá ser incentivador para outros interessados em colaborar com a instituição. “Esta instituição vive muito daquilo que os outros conseguem fazer por ela, para que ela possa fazer por outros”, frisou.

Desde a abertura até ao encerramento, o ‘Lar da Mãe’ acolheu nove grávidas de diversas nacionalidades. Pouco a pouco, a casa, a funcionar no edifício-sede da Cáritas do Algarve – um palacete do século XIX –, começou a degradar-se devido aos repassos do telhado. Agora a instituição volta a poder dar resposta aos três ou quatro pedidos de acolhimento que são feitos todos os anos por outras instituições de solidariedade social.

Com capacidade para a acolher três grávidas em risco em simultâneo, a Cáritas aceita apenas mulheres com idade superior a 18 anos. “Se tiver em idade escolar, vai para escola. Se não tiver em idade escolar, colabora no Centro Infantil, no voluntariado ou no Refeitório Social”, explicou Carlos de Oliveira, acrescentando que a mãe permanece na casa desde a fase de gestação até quatro meses após o nascimento do bebé.

Samuel Mendonça

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