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A ação em defesa do museu vai decorrer na sexta-feira, entre as 09h30 e o 12h30 e, nesse dia, o espaço vai abrir portas, excecionalmente, para receber visitas gratuitas de alunos e da população.

A iniciativa, lançada por Manuel Castelo Ramos, professor e ex-diretor do museu, e alguns dos seus alunos, procura sensibilizar a comunidade local para a importância da reabertura do espaço, que fechou portas em 2009, e para a degradação de todo o espólio que se encontra no seu interior.

"No dia 18 de maio comemora-se o Dia Internacional dos Museus e, ironicamente, é também o terceiro aniversário do encerramento do Museu da Cortiça, classificado como património de interesse municipal e com um espólio que é único no mundo", garante o ex-diretor do Museu da Cortiça.

Além de um conjunto de máquinas únicas no mundo e de outros equipamentos que permanecem no local, o museu reúne um importante espólio documental que remonta ao século XIX, período em que a indústria corticeira era próspera em Silves, e que agora se encontram ao abandono.

A Fábrica do Inglês, que integra o Museu da Cortiça, funcionou durante vários anos como um complexo de animação de Silves e pertence a uma empresa do Grupo Alicoop/Alisuper, recentemente adquirido pelo Grupo Nogueira, que detém 28% das ações, e a vários acionistas pulverizados que detém os restantes 72%, explicou Manuel Castelo Ramos.

Parte do complexo da Fábrica do Inglês está agora à venda em hasta pública por cerca de 900 mil euros, até ao dia 11 de setembro de 2012, refere o site da Autoridade Tributária Aduaneira.

Segundo Manuel Castelo Ramos, a insolvência da Fábrica deverá ser decretada "muito proximamente", ainda este mês ou em junho, uma vez que já tinha sido decidida há dois anos em assembleia-geral.

Construído sobre uma antiga fábrica de cortiça, o complexo de animação turística, fundado em 1999, albergava o Museu da Cortiça e espaços de restauração e espetáculos, mas encerrou em maio de 2009 por dificuldades financeiras.

Aquele que era considerado o principal museu de cortiça existente em Portugal chegou mesmo a ganhar o prémio de melhor museu industrial da Europa em 2001, ano em que recebeu mais de 100 mil visitantes.

Liliana Lourencinho com Lusa
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