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Paredes-meias com o antigo cemitério, surge agora um espaço com uma estética moderna, equipado com as novas tecnologias, e que pretende ser um contributo para dar uma maior dignidade ao sepultamento dos restos mortais da população de Boliqueime.

Com a implantação num terreno com cerca de 3985m2, a nova área é constituída pelas seguintes zonas: zona de enterramentos – 204 sepulturas (1243m2), zona de ossários – 1241 ossários (137m2), zona de gavetões – 224 gavetões (126m2), zona de jazigos – 10 jazigos (86m2) e edificado de apoio (220m2).

A plataforma de ligação ao antigo cemitério é composta por zona de ossários, zona de enterramentos estruturados por quatro talhões, zona de jazigos e capela, limitados a Sul por um espelho de água efémero.

A capela é composta por paredes de vidro e integra uma zona para colocação da urna que dará apoio à realização da cerimónia de despedida e também permitirá o seu transporte para a zona inferior, para que o corpo possa ser tratado ou depositado nos gavetões.

O edifício de apoio é composto por dois corpos arquitectónicos unidos por uma praceta interior de distribuição do fluxo inferior cemitério: o corpo poente, é composto por uma área de depósito de resíduos; o corpo nascente, com características sociais, e integra o elevador.

As circulações são em pedra de calçada miúda com o objectivo de salvaguardar a infiltração das águas pluviais no terreno e estabelecer uma continuidade tectónica com o tecido urbano de Boliqueime.

Os acessos à zona inferior são garantidos por rampa, escada e elevadores eléctricos de maneira a garantir uma perfeita mobilidade por toda a zona de intervenção, a todos os cidadãos.

Esta intervenção foi pontuada por amendoeiras, de maneira a reconstituir a paisagem que pertence à memória colectiva algarvia.

Em termos de mobiliário urbano, o equipamento da zona de apoio ao cemitério é composto pelo incinerador pirolítico, estufas para desumidificação de ossadas e todos os outros elementos necessários e compatíveis com as necessidades da intervenção.

“Este é, seguramente, um espaço único no Algarve e no País”, sublinhou o presidente da autarquia, Seruca Emídio, que considerou que “as obras não devem ser só feitas em referência aos vivos, mas os mortos também merecem dignidade, respeito, memória”.

O autarca falou ainda do trabalho que tem sido feito na área dos cemitérios em todo concelho, “depois de muitos anos de abandono”. “São obras que dignificam os que cá estão mas que valorizam também a nossa História”, afirmou.

A par desta empreitada, estão neste momento em curso obras de ampliação e reabilitação nos cemitérios de Salir, Almancil e Loulé.

Em relação a Boliqueime, a obra significa um investimento de mais de 1,2 milhões de euros.

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