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Aniversário da dedicação da Catedral de Faro foi celebrado como expressão da própria Igreja algarvia

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve presidiu anteontem, dia 19 de julho, à solenidade do aniversário de dedicação da Sé de Faro, a igreja-mãe da diocese algarvia, na própria catedral.

Na eucaristia do 75º aniversário da dedicação da Sé de Faro, D. Manuel Quintas começou por lembrar ter sido em 1943 que o seu antecessor, o então bispo do Algarve D. Marcelino Franco, decidiu proceder à dedicação da catedral por não se conhecer qualquer data em que esta celebração tivesse sido realizada, mesmo após o restauro a que esteve sujeita aquando do incêndio que sofreu em fins do século XVI. A escolha do dia 19 de julho foi pelo facto de nesse dia, há 75 anos, D. Marcelino Franco celebrar as suas bodas de ouro sacerdotais.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas destacou tratar-se de uma “celebração que acontece em todas as dioceses como expressão da própria Igreja Diocesana que está presente naquela que é a catedral e igreja-mãe de todas as outras igrejas, de todas as igrejas paroquiais”. “Por isso, certamente, todos nós hoje nos sentimos motivados para ter presente nesta eucaristia toda a Igreja Diocesana e cada uma das suas paróquias com os nossos párocos e todos aqueles que são membros desta grande família que é a nossa Diocese do Algarve”, acrescentou.

O bispo do Algarve lembrou que “o Concílio Vaticano II explicitou bastante bem, bem como os documentos posteriores do magistério, o relevo que deve ter na vida de uma diocese, do bispo diocesano e de cada cristão a igreja-catedral enquanto sinal do magistério do bispo”. D. Manuel Quintas sustentou que a catedral “é sinal da unidade dos crentes na fé que o bispo anuncia e fortalece com a sua ação como o pastor do rebanho que lhe foi confiado”. “Embora exerça o seu ministério em toda a diocese, tem como ponto focal do mesmo a igreja-catedral”, complementou, citando São João Paulo II.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O prelado sublinhou que “a cátedra, a cadeira do bispo, não deve ser vista como um lugar de honra, de distinção, mas de serviço” e frisou, por outro lado, que “aquilo de que a igreja-catedral é símbolo não tem a ver apenas com o bispo de uma diocese”. “A igreja-catedral é expressão do templo espiritual edificado em cada crente pela graça batismal”, explicou, considerando que aquela solenidade “inspira aquele que é o serviço do bispo numa Igreja diocesana em referência à catedral”, mas “também aquilo que deve ser que é a identidade de cada cristão e de cada batizado como o templo vivo de Deus”.

“Esta celebração é muito mais do que um aniversário, do que uma invocação do passado. É tornar viva e atuante esta realidade que todos nós constituímos de sermos «pedras vivas» deste templo onde Deus habita”, prosseguiu, lembrando que “a celebração da eucaristia na igreja-catedral presidida pelo bispo deve ser a expressão viva da Igreja Diocesana em comunhão com toda a Igreja Universal”.

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