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Segundo a Igreja algarvia, este percurso fê-la convergir para uma “pastoral de missão”, privilegiando iniciativas neste âmbito, mormente as que acompanharam a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Algarve (2007-2009) e a celebração do Ano Paulino (2008-2009) e do Ano Sacerdotal (2009-2010).

“Recentemente, sobretudo com a visita de Bento XVI ao nosso país e com o projeto de reflexão alargada sobre o documento da CEP «Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal», fomos ainda mais sensibilizados e interpelados em ordem à urgente necessidade da implementação de uma pastoral de missão”, sublinha a Diocese do Algarve no seu Programa Pastoral para este ano, intitulado “Viver em Cristo, a presença de Deus”.

“A convergência com o objetivo geral do nosso programa diocesano é mais do que uma coincidência. Motiva-nos, de facto, a promoção de uma pastoral de missão, centrada na experiência de Deus em Jesus Cristo e somos chamados a edificar, com Maria, uma Igreja evangelizada e evangelizadora”, refere o mesmo documento.

A diocese algarvia considera ter “sobejos motivos” para se rever e mobilizar como Igreja que cumpre o mandato de Cristo de “anunciar o Evangelho ao mundo” e lembra que a missão “é sempre desafio renovado, prioridade da ação pastoral da Igreja que está acima de todas”. “Missão é, como muito bem sintetiza o nosso lema inspirador para este ano pastoral, todo o empenho evangelizador, conducente a levar a nossa sociedade de hoje, a viver em Cristo a presença de Deus”, sublinha a Igreja algarvia no seu programa pastoral deste ano que será oficialmente apresentado no próximo dia 5 de outubro, na Assembleia Diocesana que se realizará no Centro Paroquial de Loulé, a partir das 10h.

A diocese lembra ainda que o seu Conselho de Pastoral apresentou “válidas propostas” das quais se extraíram as sugestões operativas que se apresentam, conducentes à execução dos objetivos programáticos para o presente ano pastoral de 2011-2012 que se espera possa ser já um “importante contributo para o ciclo pastoral subsequente”.

Assim sendo, o novo programa pastoral tem como objetivos específicos “comprometer a comunidade no exercício da caridade” e “perseverar na comunhão e no compromisso evangelizador”.

Com vista à consecução destes objetivos são apresentadas como sugestões operativas “valorizar a preparação para o sacramento da Confirmação na dimensão da missão”, “promover uma alargada iniciação cristã, aproveitando a abertura das pessoas ao pedido de sacramentos e à iniciação dos filhos na catequese”, “suscitar formas especiais de anúncio da fé através de uma pastoral de missão, em momentos devidamente programados”, “implementar a formação de um laicado comprometido com as realidades da vida e do mundo, através do conhecimento e aprofundamento da Doutrina Social da Igreja” e “preparar evangelizadores, catequistas de adultos e animadores da Lectio Divina, através do CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve, em concertação com os serviços diocesanos afins”.

Para além disto, pede-se que se continue a “privilegiar as três áreas de especial atenção” que acompanharam o projeto pastoral da Diocese do Algarve nos últimos seis anos – vocações, família e caridade -, mantendo-se a recomendação aos respetivos setores da pastoral diocesana, vicarial e paroquial, que as tenham em conta na sua programação.

Por outro lado, pede-se ainda que se continue a “incentivar a Lectio Divina”, a “congregar as comunidades e, particularmente os jovens, em ações diversificadas de voluntariado eclesial e social” e “a promover a corresponsabilidade comunitária no exercício da caridade, face às necessidades provocadas pela realidade social do nosso país”.

O programa pastoral sugere ainda que se retome os “cursos de aprofundamento da fé e de preparação para o exercício de ministérios laicais, a promover pelo CEFLA”, que se privilegie, “num contexto de pastoral de sequência, catequeses sobre os sacramentos, a partir da centralidade da Eucaristia”, que se aproveite “as festas marianas para concretizar o objetivo geral do sexénio – edificar, com Maria, uma Igreja evangelizada e evangelizadora – inserindo-as num contexto programático evangelizador” e que se constitua na diocese “equipas missionárias, formadas por religiosas, leigos, diáconos e sacerdotes que se preparem e disponibilizem para apoiar iniciativas evangelizadoras, a nível paroquial ou interparoquial”.

Como ações concretas, o programa pastoral sugere que peça “às estruturas de ação pastoral da diocese (serviços diocesanos, vigararias e paróquias) que tornem exequíveis e devidamente coordenadas, através dos seus respetivos programas, as sugestões operativas que se apresentam”, que se incentive “os movimentos e associações de fiéis, para que coloquem os seus carismas ao serviço das iniciativas programáticas, a promover pelas estruturas de ação pastoral da diocese”, e que se promova “no termo do ano pastoral, uma Jornada da Igreja Diocesana como convergência e reflexo do caminho pastoral percorrido ao longo do sexénio”.

Samuel Mendonça
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