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António Costa recebido em Loulé com protestos contra demolições e exploração de petróleo

Foto © Luís Forra/Lusa
Foto © Luís Forra/Lusa

O secretário-geral do Partido Socialista foi recebido no sábado em Loulé por mais de uma centena de manifestantes em protesto contra as demolições na Ria Formosa e a exploração de petróleo.

Antes de se apresentar junto dos socialistas algarvios, para apresentar a sua moção de recandidatura à liderança do partido, António Costa reuniu-se com representantes dos movimentos contra as demolições nas ilhas-barreira da Ria Formosa e contra a prospeção e exploração de hidrocarbonetos em terra e mar no Algarve, mas não fez declarações aos meios de comunicação. O presidente da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria, Feliciano Júlio, saiu da reunião satisfeito com a promessa feita pelo também primeiro-ministro de que vai promover negociações com as associações de moradores das ilhas e que até ao verão não haverá mais demolições.

“O que nós sempre pedimos foi que houvesse diálogo com as pessoas, o que não existiu no anterior governo”, comentou o presidente da Associação de Moradores do Núcleo dos Hangares, José Lézinho.

A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), que reúne várias associações algarvias, entregou uma carta com argumentos contra a prospeção de petróleo e apelou para que os contratos de prospeção e exploração de hidrocarbonetos em terra e mar sejam “rasgados”.

No final da reunião com António Costa, João Eduardo Martins, membro da PALP disse querer que o poder político, que se tem mostrado a favor da recusa da exploração de petróleo e gás natural, passe das palavras para as ações.

“O primeiro-ministro disse-nos que o Governo está a trabalhar junto da Procuradoria-Geral da República, mas sobretudo centrado nos contratos em terra, e nós estamos muito preocupados porque a prospeção no mar já vai começar em outubro, pelo concessionário Repsol/Partex”, contou.

Aquele elemento da PALP apelou para que António Costa e Silva, da PARTEX, possa recuar na exploração afirmando acreditar que será um desastre para o turismo e para a região.

Quanto à possibilidade de rescisão dos contratos com pagamento de indemnizações, João Eduardo Martins disse, a título pessoal, que “mais vale negociar ‘à priori’ o rasgar dos contratos e ter algum prejuízo do que ter um prejuízo dantesco acabando de vez com a região”.

A Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve (ASMAA), vai distribuir a 30 de maio em estabelecimentos comerciais e nas caixas de correio cerca de 250 mil cópias de uma petição, para dar oportunidade a todos os residentes de se pronunciarem sobre esta matéria.

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