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"Comissão das Lágrimas" foi o nome dado ao tribunal por onde passaram suspeitos de estar envolvidos no golpe de Estado de 1977, em Angola, e vai ser o mote deste encontro, que versa ainda sobre a obra e a vida do escritor.

"Vai ser mais abrangente do que uma apresentação, seguramente, será uma conversa informal, em torno do livro, mas, a partir daí, e assim haja perguntas por parte do público, evoluirá para outras questões fundamentais", garantiu à Lusa Liliana André Mendonça, proprietária do Pátio das Letras/Espaço Memória.

A última obra de Lobo Antunes é um romance "denso e sombrio" sobre Angola depois da independência, que parte do "doloroso canto de uma mulher torturada", um inusitado episódio histórico.

Elvira, conhecida como Virinha, foi comandante do batalhão feminino do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), e embora tenha sido presa e morta na sequência do golpe de Estado ocorrido em maio de 1977, em Angola, enquanto a torturavam nunca deixou de cantar.

A intenção de Lobo Antunes não foi escrever uma obra documental sobre os acontecimentos desse período da história angolana, mas partir deles para falar sobre a culpa, a vingança e a inocência perdida, indica a editora em comunicado enviado à Lusa.

"Comissão das Lágrimas", o novo romance do escritor António Lobo Antunes, chegou às livrarias no final de setembro, numa edição da Dom Quixote.

Lusa
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