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O navio pesqueiro que transportava os cerca de 1.700 quilos de cocaína foi intercetado em alto mar, a cerca de 22 milhas marítimas da costa, pela Marinha de Guerra e Força Aérea portuguesas, no âmbito de uma investigação da PJ iniciada há cerca de mês e meio.

Na operação designada "Luar Africano" foram detidos os oito homens da tripulação, com idades entre os 25 e os 45 anos, de nacionalidade indonésia, não tendo sido encontradas armas a bordo.

Segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, Joaquim Pereira, “trata-se da maior apreensão de cocaína dos últimos quatro anos, em mar e em pesqueiros”.

O produto estupefaciente estava dissimulado “num compartimento na ré do navio”, de 38 metros de comprimento, “por debaixo de outro cheio de água, cujos acessos estavam fechados com fibra, o que dificultou a sua localização”.

A cocaína apreendida, com um valor presumível de 80 milhões de euros, encontrava-se acondionada e distribuída por diversos fardos.

De acordo com o diretor da UNCTE, a investigação, que teve a colaboração das entidades norte-americanas e do gabinete em Lisboa da "Drug Enforcement Administration" (DEA), “irá continuar no contexto da cooperação internacional para esclarecer a origem do produto estupefaciente”.

“Provavelmente é proveniente da América Latina e tinha como destino a Europa”, admitiu aquele responsável.

Joaquim Pereira acrescentou que “esta é uma parte de uma organização internacional com pontos de contato em três continentes, nomeadamente na América, África e Europa”.

Os oito homens detidos vão ser ouvidos em primeiro interrogatório, na quinta-feira, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa, para aplicação das medidas de coação.

Lusa
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