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Em declarações à Lusa, fonte do gabinete de imprensa do Ministério da Economia, Inovação e do Desenvolvimento (MEID) adiantou que a clínica de tratamentos anti-celulite funcionava nas traseiras de um cabeleireiro no centro de Faro e que foi encerrada dia 25 deste mês.

“A operação ainda está a decorrer. O Ministério Público esteve hoje na clínica. Há medicamentos fora do prazo a serem avaliados”, acrescentou a mesma fonte do MEID.

“Foram aprendidas centenas de embalagens de medicamentos, na sua grande maioria fora de prazo, que eram ministrados às pacientes para combater a celulite”, acrescenta o comunicado enviado hoje à comunicação social.

Durante a operação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foram também apreendidas “seringas e agulhas cirúrgicas” e o “lixo produzido”, que serve para provar a prática de actos médicos.

Os produtos homeopáticos estavam quase todos sem identificação nem rotulagem e também foram apreendidos, acrescenta a mesma nota de imprensa.

O Ministério da Economia informa que três pacientes da clínica encerrada sofreram lesões permanentes e já deduziram queixa-crime contra o responsável, “manifestando a intenção de proceder civilmente contra a clínica”.

O alegado tratamento anti-celulítico passava pela introdução de produtos alegadamente nos membros inferiores das pacientes a recurso a seringas.

Os produtos introduzidos nas pernas “encontravam-se na sua grande maioria fora do prazo de validade”, refere o MEID.

Folha do Domingo/Lusa

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