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“Está concluída a descontaminação, que decorreu ao longo de cerca de um ano, com a retirada de todas as substâncias nocivas e suscetíveis de contaminarem o meio marinho”, disse á agência Lusa Alberto Brás, o coordenador operacional do projeto Ocean Revival

De acordo com aquele responsável, agora fazem-se os preparativos finais, “nomeadamente a colocação dos explosivos, preparativos esses muito bem planeados, pois não pode haver correrias para que nada falhe”

“A menos de dois dias do afundamento foram colocados os explosivos em quase todos os locais do navio para que tudo corra conforme o planeado, á semelhança do que sucedeu com os anteriores três navios”, sublinhou Alberto Brás

O navio oceanográfico Almeida Carvalho é o quarto e último navio da Marinha Portuguesa a integrar o “Ocean Revival”, um parque subaquático para mergulho ao largo de Portimão, na costa algarvia

Em 2012, foram afundados os primeiros navios, a corveta “Oliveira e Carmo” e o navio patrulha “Zambeze”, sucedendo-se em junho passado a fragata Hermenegildo Capelo F481

O projeto “Ocean Revival” tem um custo global estimado de três milhões de euros e irá criar um recife artificial para dinamizar e explorar o turismo de mergulho no Algarve
Segundo Alberto Brás, no parque subaquático já foram realizados cerca de 4.000 mergulhos, “o que demonstra bem a importância deste projeto”

Construído no início da década de 60, nos Estados Unidos da América, o navio Almeida Carvalho foi lançado á água em 1964, mas um ano depois afundou-se ao ser atingido por um navio mercante e um guindaste flutuante, motivado pela passagem do tufão “Betsy”

Em 1969 e depois de ter sido resgatado ao fundo do mar, entrou ao serviço da Marinha norte-americana tendo sido batizado com o nome de “Kellar”

Adquirido por Portugal, o Almeida Carvalho foi incorporado no efetivo dos navios da Armada em janeiro de 1972, ficando afeto ao Instituto Hidrográfico. O navio participou em diversos estudos científicos nas antigas colónias portuguesas em áfrica, e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, sendo o detentor do maior número de missões quer no apoio á comunidade científica quer ao serviço da Marinha de Guerra Portuguesa

Em dezembro de 2002 passou ao estado de desarmamento com vista ao seu abate ao efetivo dos navios da Armada Portuguesa, e no sábado, pelas 13:00, vai juntar-se á corveta Oliveira e Carmo e ao navio-patrulha Zambeze

Os quatro navios foram cedidos a custo zero pela Marinha Portuguesa á Câmara de Portimão, que estabeleceu uma parceria com a empresa Submar, já que o promotor privado não podia receber os navios diretamente da Marinha

As embarcações ficam submersas a 30 metros de profundidade, assentes num banco de areia ao largo de Alvor, ficando a parte mais alta do navio a cerca de 15 metros da superfície, para não causar impedimentos á circulação marítima

Lusa

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