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No início do verão, o ministério da Saúde admitiu retirar o helicóptero do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) que está baseado em Loulé e, há duas semanas, divulgou um relatório que prevê o encerramento de 16 serviços de urgência, entre os quais os de Lagos e Loulé.

Em comunicado, fonte da autarquia sublinha que, apesar de não passar de “uma hipótese emanada de um estudo realizado por uma comissão de peritos”, os deputados municipais consideram que o relatório não traduz “as necessidades de cuidados de saúde servidas por este serviço”.

“O Algarve, nomeadamente o Concelho de Loulé, tem realidades distintas do resto do País, nomeadamente pelo elevado número de turistas e população flutuante que recebe todo o ano”, referem.

Relativamente ao argumento apresentado no relatório que diz respeito à proximidade entre Loulé e o Hospital de Faro, os deputados lembram que o mesmo não é aplicado à população do interior do concelho.

“Existem dificuldades na rede de transportes públicos que torna difícil às populações do interior acederem de forma rápida e atempada aos serviços de saúde locais”, advertem os deputados, no texto da moção.

Para além disso, acrescentam, o serviço de urgências de Loulé é uma “retaguarda importante” para o Hospital de Faro, pois ali é feita uma triagem dos casos mais graves e resolvidas questões de menor complexidade clínica, retirando carga suplementar sobre o hospital.

Quanto ao helicóptero do INEM, a Assembleia Municipal considera que o aparelho “serve toda a população do sul do país” e, como tal, é “fundamental para uma região que é periférica em termos de cuidados de saúde centrais”.

De acordo com os deputados municipais, a zona sul, onde há também maior afluxo de turistas, “necessita diariamente do apoio deste equipamento no transporte de doentes para os grandes centros de medicina”, em Lisboa, Coimbra e no Porto.

Por outro lado, a moção sublinha o “elevado investimento” que a Câmara Municipal de Loulé está a realizar na concretização de um edifício de apoio ao heliporto, que irá criar melhores condições de funcionamento da estrutura.

O documento subscrito pelas bancadas do PSD, PS, Bloco de Esquerda (BE) e CDS-PP sublinha ainda a necessidade da construção do Hospital Central do Algarve, “apesar dos constrangimentos financeiros que o país atravessa”.

Lusa

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