Pub

Em comunicado, o líder do movimento e antigo presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, diz que o processo está cheio de “aldrabices” e “ilegalidades”, apesar de concordar com as reduções para quem tem consumos mais baixos.

Em novembro, o presidente da autarquia, Macário Correia, anunciou que as reduções seriam aplicadas a cerca de 40 por cento do universo de clientes da Fagar, empresa responsável pela gestão da água e resíduos.

Os principais beneficiados seriam os consumidores mais carenciados, pensionistas, reformados ou famílias numerosas, disse na ocasião o presidente da Câmara à Lusa, sublinhando que as reduções deveriam ser cerca de cinco a dez euros mensais.

Contudo, para José Vitorino, a afirmação é “uma aldrabice”, o que faz com que cerca de 20 mil consumidores e a opinião pública em geral tenham sido “enganados” pela Câmara, acionista maioritária da Fagar.

“Há nas contas da Fagar um buraco de 5 milhões de euros por tapar”, diz, sublinhando que não consta nos documentos relativos ao processo “o reembolso de um empréstimo de curto prazo com esse valor que será utilizado este ano”.

Segundo o ex-autarca é uma “ilegalidade grosseira”, que “vicia os quadros financeiros apresentados”, uma vez que também não foi feita qualquer provisão para uma ação judicial movida contra a empresa e que pode atingir os 800 mil euros.

Tanto o presidente da Câmara de Faro como o presidente do Conselho de Administração da Fagar optaram por não se pronunciar sobre a matéria.

Lusa

Pub