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“Temos 100 cabazes [de alimentos], mas as famílias hoje são 400 e amanhã serão 410 e no outro dia 420. Para esses não há solução”, afirmou à Lusa António Pina, presidente da ACASO – Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão.

A instituição foi hoje visitada pelo líder do PS/Algarve, Miguel Freitas, que se mostrou preocupado com a situação social na região, considerando que a falta de apoios está a provocar “tensões entre instituições e as pessoas” e que “o desespero está a levar à ocorrência de muitas situações ilícitas”.

A associação recebe apoios da Segurança Social e do Banco Alimentar Contra a Fome, mas “não há solução para esta situação, a não ser que o Governo interfira” e conceda mais ajuda.

“Dizemos-lhes a verdade, que não temos possibilidades de os ajudar e eles vão-se embora”, admitiu António Pina, que também preside à Entidade Regional de Turismo do Algarve.

O responsável afirmou ainda que, nos últimos meses, a ACASO – que também dá assistência médica a famílias carenciadas – tem sido solicitada para pagar compromissos financeiros por parte das autoridades de saúde, provocando uma situação de “quase estrangulamento financeiro” da associação.

“Felizmente, o novo presidente da ARS/Algarve [Martins dos Santos] mostrou-se sensível a esta questão e vai-nos libertar de uma das várias tranches que tínhamos que pagar, o que, em princípio, nos permitirá pagar os subsídios de Natal deste ano aos nossos 220 funcionários”, disse.

Lusa

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