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A Quarpesca lamenta que o Governo tenha prolongado por 120 dias o prazo que permite a utilização desse isco, em vez da habitual cavala e sardinha, com o argumento de que precisa melhorar o conhecimento científico sobre o recurso a caranguejo para capturar polvo.

“Esta quebra nas capturas começou logo após o inicio da utilização do caranguejo como isco das armadilhas utilizadas pelas embarcações em lugar das iscas tradicionais, a cavala e a sardinha”, considerou a associação num comunicado.

A associação sublinhou ainda que o polvo é “um dos recursos pesqueiros mais importantes capturados nas águas continentais portuguesas”, e uma das “principais espécies capturadas no Algarve”, pelo que a medida do Governo pode criar uma situação ainda mais difícil para os profissionais já afetados pela quebra verificada desde a introdução da medida.

"Se utilizarmos a cavala ou a sardinha, as armadilhas têm que ser levantadas todos os dias, enquanto com o caranguejo vivo podem ficar no mar 10 a 12 dias seguidos, o que tem levado à destruição do recurso", explicou a Quarpesca, frisando que, a somar a isto, "há embarcações que levam cinco a seis vezes mais armadilhas que o permitido".

A associação considera por isso que, “além da destruição do recurso polvo” a continuação da utilização do caranguejo como isco poderá “causar alterações graves” no habitat em que é capturado.

"Se nada for feito com urgência para alterar esta situação, fará com que um setor que já enfrenta diversas adversidades socioeconómicas se torne insustentável, originando a paragem das embarcações de pesca do polvo, com consequências como o desemprego de centenas de pescadores", referiu ainda a Quarpesca.

Liliana Lourencinho com Lusa

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