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A ARCM enfrenta há mais de um ano uma ordem de despejo do Tribunal de Faro movida pela imobiliária que detém o espaço e que ali quer construir um empreendimento de luxo mas o Tribunal da Relação ordenou a anulação do processo.

Em comunicado a direção da ARCM refere que os candidatos têm "uma responsabilidade acrescida" no acompanhamento da questão por ter sido entregue no Parlamento em fevereiro uma petição em defesa da associação.

"A ARCM espera das diversas candidaturas uma intervenção que contribua de forma activa para o encontrar da solução para uma sede definitiva, que permita a continuidade do seu projecto cultural e associativo", lê-se no comunicado.

O Tribunal da Relação ordenou em abril a anulação do processo que previa o despejo da Associação de Músicos de Faro das atuais instalações e determinou a realização de um julgamento.

Apesar de a ação ter sido contestada pela associação, invocando que o contrato de arrendamento se estende até 2012, a sentença do Tribunal de Faro, em outubro do ano passado, dava razão ao senhorio excluíndo a realização de julgamento.

Enquanto não houver outra alternativa de realojamento a associação vai continuar a desenvolver as suas atividades na atual sede, junto à estação ferroviária.

Neste momento está a ser avaliada a possibilidade de construir a nova sede num terreno cedido pela autarquia e situado junto ao cais comercial de Faro.

A ARCM, criada em 1990, está instalada em três armazéns que acolhem em 18 salas de ensaio 31 bandas com mais de 150 músicos.

Lusa

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