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A ARCM, onde 31 grupos do distrito de Faro ensaiam em 18 salas, recebeu ordem recente de despejo do tribunal, mas recusa sair do espaço enquanto a autarquia não encontrar soluções para os artistas.

Em declarações à Lusa, o sócio fundador da ARCM, Armindo Silva, explicou que a Associação reuniu hoje com o autarca Macário Correia, para propor um projeto de arquitetura com 50 salas de ensaio e cuja localização se situa num terreno do município de Faro, para onde o programa de requalificação "Polis Ria Formosa" já prevê um anfitatro ao ar livre.

O presidente da Câmara de Faro reiterou a intenção de ajudar os artistas e acredita que a proposta feita pela Associação de músicos é possível de conciliar com o programa "Polis".

"Quero conjugar as duas situações", afirmou o autarca, salientando que o projeto de execução está praticamente terminado e que a obra até poderá arrancar no final de 2010.

A ARCM está instalada em três armazéns na Baixa de Faro, junto a estação de comboios, mas em fevereiro recebeu uma ação de despejo do Tribunal Judicial de Faro obrigando à desocupação do espaço.

Os sócios, cerca de 200, já fizeram a sua defesa em tribunal e prometeram recorrer na Justiça até que seja possível.

A Associação quer um espaço que "não incomode os vizinhos", localizado na "periferia de Faro”, dado que muitos jovens não têm transportes próprios.

A desocupação dos armazéns da Baixa da cidade é essencial para pôr em prática um projeto imobiliário de mais de 30 milhões de euros, com vista a requalificar a zona da cidade junto à estação de comboios.

A ARCM, fundada em 1990, tem uma sede própria com 50 salas de ensaio, sala de espetáculos coberta, pequeno auditório, espaços multiusos e recinto exterior para eventos ao ar livre.

Lusa

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