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A ARCM está instalada em três armazéns na Baixa de Faro, junto a estação de comboios, mas em fevereiro recebeu uma ação de despejo do Tribunal Judicial de Faro obrigando à desocupação do espaço e ainda ao pagamento de 38 mil euros.

Os sócios, cerca de 200, declararam, em comunicado enviado à comunicação social, que só saem para um espaço definitivo.

"Tendo em conta a vivência destes 20 anos e o trabalho que está em causa, apresentamos como condições para sair do atual espaço, disponibilidade de um espaço definitivo para albergar as instalações da ARCM", lê-se na nota.

A Associação quer um espaço que "não incomode os vizinhos", localizado na "periferia de Faro”, dado que muitos jovens não têm transportes próprios.

Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, adiantou à Lusa que a autarquia vai reunir-se segunda feira, às 16:00, com a associação de músicos para tentarem, em conjunto, encontrar uma alternativa.

"A autarquia tem uma enorme boa vontade para resolver esse problema. Trata-se de uma entidade que tem 31 associações a ensaiar e logo não é uma questão que se resolva com um espaço pequeno", disse o autarca.

Macário Correia disse que os sócios propõem um terreno junto ao parque ribeirinho da cidade, adiantando que esse local nem sequer pertence na totalidade à Câmara de Faro.

A desocupação dos armazéns da Baixa da cidade é essencial para pôr em prática um projeto imobiliário de mais de 30 milhões de euros, com vista a requalificar a zona da cidade junto à estação de comboios.

A ARCM, fundada em 1990, tem uma sede própria com 50 salas de ensaio, sala de espetáculos coberta, pequeno auditório, espaços multiusos e recinto exterior para eventos ao ar livre.

Lusa

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