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A responsável pela Sociedade Pólis não avançou uma data concreta para a resolução dos problemas de assoreamento da nova barra, mas anunciou que vai “adjudicar hoje a empreitada para encerrar a barra velha”, porque estão a concorrer uma com a outra.

“Houve o assoreamento de uma parte do canal de acesso ao mar e esse assoreamento condiciona e não melhorou substancialmente a funcionalidade da barra. Há uma adaptação que a barra faz naturalmente às condições do mar, essa adaptação não é a que desejaríamos e é necessário fazer correções”, explicou Valentina Calixto em declarações à Lusa.

A presidente frisou que se está “tecnicamente a avaliar que soluções vão ser adotadas”, admitindo que “terão que ser feitas algumas dragagens e melhorada a situação para criar as condições de navegabilidade pretendidas”.

“A barra velha não pode estar aberta em simultâneo com a barra nova, porque entram em concorrência uma com a outra. Quando temos um volume de água que sai e que entra ela não pode ter possibilidade de entrar e sair por outro local”, explicou ainda a presidente da Sociedade Pólis, anunciando que “vai ser hoje adjudicada a empreitada de encerramento da barra velha”.

Calixto precisou que, “como houve essa circunstância de ter havido um assoreamento parcial da barra nova, o canal (de navegação) reduziu a sua secção útil e tornou a outra barra, a velha, concorrente”.

A presidente explicou ainda: “Estamos a fazer uma avaliação das condições existentes. Ontem [quinta-feira] havia agitação do mar grande, com ondulação, que não permitia a utilização da barra. Estamos a averiguar quais são as (atuais) condições de utilização para percebermos quais são as dificuldades e detalhá-las com melhor precisão”.

Questionada sobre o tempo que vai demorar a encontrar uma solução que torne a nova barra navegável, Valentina Calixto manifestou-se confiante de que “este processo de análise técnica vai ser rápido”, realçando que vão ser conciliadas intervenções que permitam tornar possível a utilização da barra e o acesso ao mar.

“Vamos procurar tornar este processo o mais urgente possível para criar boas condições, que são as que se esperariam se este acontecimento não se tivesse verificado”, afirmou, sublinhando que técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Universidade do Algarve e da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve já se deslocaram ao terreno e vão repetir essas visitas “para afinar as soluções técnicas com a maior rapidez”.

A abertura da barra foi o culminar da primeira fase da “intervenção de emergência” para recuperar e consolidar o cordão dunar na ilha da Armona, garantindo condições de navegabilidade para viveiristas, pescadores e marítimo-turísticas.

A empreitada, que decorreu durante sete meses e incluiu os trabalhos de fecho da barra espontânea aberta pelas intempéries do último inverno, o reforço do cordão dunar e a abertura da nova barra, representou um investimento de 980 mil euros.

Lusa

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