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Em 2010, o aumento da procura dos mercados interno e espanhol pelo Algarve contribuiu para esbater os efeitos negativos da “grande redução da procura por parte dos principais mercados externos”, contudo, o presidente da AHETA prevê que em 2011, devido às medidas de austeridade aprovadas pelo Governo de Sócrates, esse esbatimento não se vai voltar a repetir.


“As medidas de austeridade, entretanto aprovadas, resultantes dos constrangimentos orçamentais, fazem prever que esta situação [esbatimento de efeitos negativos] não se verificará em 2011, sendo mesmo previsíveis novas descidas nas taxas de ocupação e no volume de negócios das empresas em 2011, uma vez que os mercados externos não apresentam sinais de recuperação”, estimou Elidérico Viegas, numa conferência de imprensa sobre o “Balanço do Ano Turístico de 2010 e as Perspectivas para 2011”.

Nos últimos dois anos, em termos acumulados, as ocupações médias no Algarve caíram mais de 20 por cento, tendo o volume de negócios sofrido uma quebra bastante superior, recordou a AHETA.

Para enfrentar a crise no Turismo do Algarve, a AHETA apela ao Governo para que seja capaz de mobilizar os agentes do setor em torno de medidas consensuais, quer de ordem promocional, quer legislativas e fiscais.

Segundo a AHETA, nunca como antes a situação exigiu a necessidade de parcerias entre todos os parceiros do sector – hoteleiros, transportadores, operadores turísticos e agências de viagens -, para rentabilizar as verbas para a promoção turística do país.

“Torna-se imperioso que os nossos responsáveis, a começar pelo Governo, entendam o novo paradigma que envolve o negócio turístico em Portugal em geral e no Algarve em particular, fazendo aprovar medidas destinadas a inverter a progressiva perda de competitividade com que o nosso turismo se vem confrontando”, lê-se no documento entregue à comunicação social.

A AHETA defende, por exemplo, medidas destinadas a um maior e melhor aproveitamento das “novas tecnologias de informação”, através da criação de uma Plataforma Logística.

A plataforma logística, segundo a AHETA, permitiria estabelecer novas parcerias, com “estímulos promocionais” e permitirua articular os apoios financeiros disponibilizados ao transporte aéreo (low cost) com a oferta, porque é ineficaz “subsidiar apenas o transporte e ignorar as dormidas”.

Folha do Domingo/Lusa
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