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Construído sobre uma antiga fábrica de cortiça, o complexo de animação turística, fundado em 1999, albergava o Museu da Cortiça e espaços de restauração e espetáculos, mas encerrou em maio de 2010 por dificuldades financeiras.

Aquele que era considerado o principal museu de cortiça existente em Portugal chegou mesmo a ganhar o prémio de melhor museu industrial da Europa em 2001, ano em que recebeu mais de 100 mil visitantes.

“Tenho esperança de que ainda se possa encontrar alguma alternativa”, desabafa Isabel Soares, sublinhando que houve um investidor interessado em abrir o complexo ainda este verão, o que não terá, afinal, passado de uma intenção.

A autarca confessa sentir “um aperto no coração” por ter visto aquele empreendimento ser gerado e ter acompanhado os seus primeiros dez anos de êxito, durante os quais Silves “deixou de ser um deserto” no verão.

Antes da fábrica abrir como complexo de lazer era raro ver movimento na cidade pela altura do verão, com os residentes a partir para o litoral e praticamente sem pessoas a visitar a antiga capital do Algarve, refere.

“Era entristecedor ir a Silves no verão e a fábrica acabou por dar um alento muito grande à cidade”, recorda Isabel Soares, que refere que foi a partir da abertura do espaço que se começou a conseguir cativar mais os turistas.

Hoje, apesar de o Castelo de Silves ser um dos monumentos mais visitados da região, sobretudo por estrangeiros, a cidade perde visitantes por não possuir um espaço com capacidade para a realização de concertos e outros espetáculos.

Já o museu, além de um conjunto de máquinas e de outros equipamentos que permanecem no mesmo local, reúne um importante espólio documental que remonta ao século XIX, altura em que a indústria corticeira ainda era próspera em Silves.

A Fábrica do Inglês representou um investimento de 12 milhões de euros, tendo o museu recebido nos últimos três anos de atividade uma média de 90 mil visitantes anuais.

Lusa

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