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Autarca de Faro preocupado com necessidade de fiscalização de pórticos

Fonte do Comando da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Faro confirmou hoje, depois de vários ataques de vandalismo a portagens da A22 (Via Infante de Sagres), a “presença de militares junto aos pórticos da autoestrada”, adiantando que em “alguns casos as patrulhas não serão tão visíveis”.

Macário Correia disse “ver com alguma preocupação a situação de vandalismo repetida”, que “não augura nada de bom”, adiantando que espera que esse atos “fiquem por aqui”.

As “autoridades têm que exercer a vigilância, e detetar os culpados pelas situações”, acrescentou.

Num “Estado de direito democrático não se pode ter o vandalismo como método de contestação, com situações de agressão e tiros”, o que se deve “punir e repudiar” numa democracia, disse.

O autarca deseja que ainda que “as populações tenham o desejado civismo”, e voltou a apelar ao Governo para “fazer depressa a requalificação da estrada nacional 125”, para que existam “condições de circulação razoáveis” e a sinistralidade deixe de ser um drama.

Fonte do Comando da GNR no Algarve recusou fornecer dados operacionais, como o número de homens empregues na vigilância e proteção dos equipamentos, por questões de segurança, mas garantiu que “os meios empregues são os necessários” para este tipo de infra-estruturas.

A GNR tem “como missão evitar atos de vandalismo com gravidade superior” nos pórticos da autoestrada, como o “último que aconteceu, com disparos de armas de fogo” na terça-feira, contra uma viatura da concessionária e que feriu um dos funcionários, concluiu a fonte.

Na madrugada de segunda-feira um outro pórtico de cobrança de portagens na A22, junto ao nó de Boliqueime, foi baleado e a estrutura de apoio técnico, com meios informáticos, incendiada com recurso a líquidos inflamáveis.

Com uma extensão aproximada de 130 quilómetros e 18 nós ou pontos de acesso, a autoestrada do Algarve liga Lagos a Castro Marim/Vila Real de Santo António.

Percorrer toda esta via custa, desde o dia 8 de dezembro, 11,60 euros a um veículo de classe 1, num total de dez pórticos eletrónicos de cobrança de portagens.

O Governo decidiu o pagamento de portagens, através dos pórticos de cobrança, em mais três antigas SCUT (sem custos para o utilizador): a A23 (entre Torres Novas/Abrantes e a Guarda), a A24 (entre Vila Verde/Chaves e Arcas-Estrada Nacional 2) e a A25 (entre Aveiro e Vila Formoso).

Lusa

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