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“Caso em meados de maio me elejam para o cargo de administrador executivo da ALGAR renunciarei ao cargo de presidente da Câmara de S. Brás”, declarou à agência Lusa, António Eusébio, acrescentando que o convite lhe foi endereçado há cerca de três anos, quando o atual administrador executivo, Élio Barros, decidiu pedir a reforma.

António Eusébio, presidente na Câmara de S. Brás de Alportel, é também membro do Secretariado do PS/Algarve e vice presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, entidade onde Macário Correia é presidente.

Para hoje estava marcada uma Assembleia Geral da ALGAR com a proposta de constituição dos órgãos sociais para 2011-2013 e a eleição de António Eusébio para o cargo de administrador delegado, mas a decisão foi adiada para “meados de maio” porque o “Governo está demissionário e achou-se por bem adiar por 45 dias” a decisão, explicou à Lusa António Eusébio.

Em comunicado enviado hoje à comunicação social, o PSD do Algarve repudiou a conduta que considerou “deplorável em que o aparelho partidário socialista teima em lançar ‘Opas’ sobre o Estado, partidarizando os quadros dirigentes das empresas públicas” e acusa o PS de não ter “emenda nem sentido de responsabilidade e nem com eleições à vista cessa o assalto ao Estado”.

“O Estatuto dos Gestores Públicos não permite que após a queda do Governo se proceda à eleição de administradores, salvo em casos muito excecionais que nesta circunstância não se encontram preenchidos”, lê-se na nota de imprensa.

O PSD admitiu ainda solicitar à ministra do Ambiente que exerça os seus poderes de tutela e dê orientações claras e imediatas, caso a EGF não retire a proposta.

A ALGAR, empresa pública responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos no Algarve, foi constituída em 20 de maio de 1995.

O capital social da estrutura acionista da ALGAR é de 56 por cento da Empresa Geral do Fomento (EGF), empresa pública pertencente ao Grupo Águas de Portugal, e 44 por cento dos 16 municípios do Algarve.

Lusa
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