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“As casas vão ficar recuperadas e estima-se que a intervenção esteja pronta em julho ou agosto”, afirmou o autarca, que no sábado visitou as obras já iniciadas no sítio do Carvalhal e em Água de Tábuas.

Jorge Botelho reconheceu que os trabalhos de recuperação se iniciaram com um “ligeiro atraso relativamente ao esperado”, mas sublinhou que “já estão a andar”, à semelhança do que acontece em São Brás de Alportel, o outro concelho afetado pelo fogo, onde também já começaram as reconstruções de habitações ardidas.

“Das cinco que vão ser feitas em Tavira, estas são as duas primeiras que foram adjudicadas, uma no Carvalhal, outra em Água de Tábuas. Das outras três, uma já tem empreiteiro escolhido e arranca nos próximos dias a obra e duas estão em fase de procedimento para adjudicação”, precisou.

Questionado sobre se os nove meses previstos para a recuperação no Contrato Local de Desenvolvimento Social criado após o incêndio vão ser cumpridos, o autarca respondeu que “esse é o período estimado”, mas sublinhou que já recebeu indicações do empreiteiro das duas primeiras intervenções de que os trabalhos podem terminar no verão.

“Penso que os empreiteiros vão acabar antes. O período de nove meses é o estimado. O empreiteiro destas duas primeiras disse-nos que espera ter as obras acabadas no final de julho ou início de agosto”, afirmou, acrescentando que, “se tudo correr bem, como se espera, no verão estas duas casas são entregues”.

As duas primeiras intervenções foram adjudicadas a Nuno Miguel Brito, Engenharia Civil Unipessoal, Lda, e preveem investimentos de 44.181 euros para a casa do Carvalhal e 47.984 euros para a habitação de Águas de Tábuas, segundo informação avançada pela autarquia.

No primeiro caso, está prevista a “implementação de saneamento básico e criação de uma instalação sanitária completa”, assim como “trabalhos nos vãos e a abertura de ligações no interior das diversas áreas da casa” ou “o reforço estrutural das vergas, a reposição do guarnecimento dos vãos danificados, de coberturas, pavimentos e revestimentos”.

O município informou ainda num comunicado que em Água de Tábuas o empreiteiro vai proceder à “demolição e regularização dos topos das paredes, a substituição do reboco existente e dos pavimentos nos espaços habitáveis, o revestimento a azulejo das paredes da instalação sanitária e cozinha, a criação de uma cozinha, a colocação de portas e janelas, o tratamento do teto e a pintura das paredes interiores e exteriores”.

“As outras três habitações situam-se no Carvalhoso (empreitada em fase de adjudicação) Curral da Pedra e Casas Novas (em fase de procedimento para adjudicação das empreitadas). A ação da Câmara Municipal de Tavira, relativamente à recuperação destas habitações, supera os danos provocados pelos incêndios, na medida em que é imperioso a melhoria das condições de habitabilidade dos proprietários”, acrescentou.

Segundo um relatório provisório de incêndios florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o maior fogo de 2012 foi o que teve início a 18 de julho, no concelho de Tavira, e queimou, até 21 de julho, 21.437 hectares de espaços florestais na Serra do Caldeirão, entre Tavira e São Brás de Alportel, o que representa cerca de 21% da área florestal ardida no ano passado.

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