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Escola_secundaria_vrsaO presidente da Câmara de Vila Real de Santo António disse hoje esperar que “pressões externas” não impeçam a divulgação dos resultados de uma inspeção de urgência realizada pela Proteção Civil à escola secundária local.

“Espero que não existam pressões externas para que não seja divulgado o resultado da inspeção que a Autoridade Nacional de Proteção Civil realizou à escola”, afirmou o presidente da Câmara, Luís Gomes (PSD), que defende a ocupação imediata das 21 salas de aulas construídas na segunda fase da obra de requalificação da escola.

O autarca considera que o bloco de salas devia ser “entregue de imediato” à escola, para substituir os contentores provisórios que estão a ser utilizados há mais de três anos, “estão degradados e apresentam problemas de segurança” para os alunos e professores.

Em causa está um pedido de inspeção com caráter de urgência às instalações provisórias da escola secundária, pedida a 09 de janeiro pelo município “à Autoridade para as Condições de Trabalho, à Proteção Civil, ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação”, precisou o presidente do município algarvio.

Escola_secundaria_vrsa (1)Luís Gomes disse à Lusa que a ANPC “esteve na escola há duas semanas, durante cinco horas, e ainda não foram conhecidos os resultados” da inspeção, pelo que espera não estarem a existir “pressões externas” para não ser divulgado o resultado dessa verificação.

Os contentores estão a ser utilizados há mais de três anos, enquanto decorrem as obras de renovação da escola, a cargo da empresa pública Parque Escolar.

O bloco de 21 salas integra, com o ginásio e o refeitório, a segunda fase da obra e está, segundo o autarca, “pronto e que deve ser ocupado de imediato”.

A inspeção foi pedida na sequência de uma petição que a escola dirigiu ao município e subscrita pela comunidade escolar, na qual “são descritas, entre outras situações, a existência de parasitas e roedores na escola, a falta de um plano de evacuação exequível, a existência de inundações durante as intempéries, o relato de choques elétricos por parte de professores e alunos, bem como a existência de múltiplos problemas alérgicos na comunidade escolar”.

A Parque Escolar ainda não entregou as salas, apesar de já terem sido apontadas várias datas para essa entrega, o que permitiria aos alunos deixarem de utilizar os contentores, onde no dia 17 de janeiro se recusaram a entrar e ter aulas depois de a chuva ter deixado os monoblocos molhados.

A Parque Escolar alegou que só pode receber a obra na sua totalidade, quando todos os blocos e trabalhos estejam concluídos, mas a autarquia e a comunidade escolar consideram que as salas já “estão concluídas e podem ser entregues”.

A Lusa questionou a ANPC sobre os resultados da inspeção de urgência pedida pela autarquia, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

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