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Autarca de Vila Real de Sto. António defende em Bruxelas medidas urgentes para economia social

Luis_gomes_comite_regioes_ueO presidente da Câmara de Vila Real de Santo António defendeu hoje, em Bruxelas, medidas urgentes para potenciar a economia social como instrumento de combate ao desemprego jovem e de longa duração na Europa.

“A economia social é uma oportunidade para combater a crise económica e devem ser criadas medidas urgentes da União Europeia para desbloquear o seu potencial como setor importante na inclusão ao nível do emprego”, defendeu Luís Gomes, no relatório apresentado na Comissão de Política Social, Educação, Emprego, Investigação e Cultura (Sedec) do Comité das Regiões, que foi discutido e votado hoje e quinta-feira, em Bruxelas.

O documento apresentado pelo autarca de Vila Real de Santo António foi aprovado por larga maioria dos parlamentares europeus.

Em declarações à agência Lusa, Luís Gomes manifestou-se “satisfeito pela aprovação do relatório, apenas rejeitado por alguns deputados de partidos conservadores e radicais de direita”.

“O documento reuniu grande unanimidade dos parlamentares europeus, com pontos de convergência de pessoas que pensam de forma diferente, com uma base transversal aos diversos países”, sublinhou.

No relatório, Luís Gomes defendeu a necessidade de “serem criadas medidas urgentes para o financiamento da economia social, uma cultura de avaliação de resultados, e também para o tratamento do estatuto jurídico das empresas”, destacou.

Para o autarca, a economia social tem hoje um papel “extremamente importante, representando 11 milhões de postos de trabalho na União europeia, equivalente a 6% da população ativa e a 10% do tecido empresarial europeu”.

“Estamos perante um peso importante, onde são necessárias respostas urgentes que permitam a cada um dos países responder um função das suas características”, frisou.

Na opinião de Luís Gomes, as empresas sociais “são uma forma de combater o desemprego e de promover a inserção no mercado de trabalho de franjas da sociedade que estão desprotegidas, como os jovens e pessoas incapacitadas”.

“Os efeitos da crise económica afetam fortemente os jovens, pelo que as transições do ensino para o mercado de trabalho são cada vez mais complexas, marcadas por instabilidade, em especial na obtenção do primeiro emprego”, frisou o autarca.

“Temos hoje um conjunto significativo de jovens que, por ausência de oportunidades, nunca tiveram qualquer experiência profissional ou contacto com o mundo do trabalho, apesar de estarmos perante aquela que é a geração mais instruída de sempre”, indicou.

Para combater o desemprego jovem, o autarca de Vila Real de Santo António defendeu “medidas que facilitem o acesso ao primeiro emprego em parceria com universidades, entidades corporativas e empregadores públicos e privados”.

“Num quadro que é responsável por sérios e preocupantes desequilíbrios sociais, deve a Comissão Europeia adotar um pacote de medidas para inverter a situação, evitando cenários de marginalização social, eventualmente potenciadores de situações de violência e exclusão”, concluiu o relator do documento discutido na Sedec do Comité das Regiões.

Luís Gomes disse à Lusa que “o setor está a ter grande recetividade da União Europeia, com medidas concretas, tendo constituído um grupo de peritos que se reúnem todos os meses para trabalhar o setor, dando um sinal que quer apostar nesta área com toda a dignidade e seriedade”.

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