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Em comunicado, a AMAL manifestou “total discordância” sobre a decisão INEM e sublinhou que, entre abril de 2010 e agosto de 2012, 87 por cento dos serviços realizados pelo helicóptero registaram-se no Algarve e apenas 11 por cento no distrito de Beja, local para onde foi deslocado aquele meio aéreo.

Números levantam dúvidas aos autarcas sobre a real capacidade de poupança desta estratégia do INEM, uma matéria que será debatida na reunião solicitada pela AMAL ao Ministro da Saúde.

“A transferência do helicóptero do INEM não tem qualquer fundamento científico ou operacional e acarreta um aumento significativo do tempo de resposta, um maior gasto de combustível e mais horas de voo”, lê-se no comunicado emitido pela AMAL.

A Câmara Municipal de Loulé também emitiu um comunicado onde considera que a troca do helicóptero do INEM por um KAMOV, helicóptero pesado ao serviço do Ministério da Administração Interna, não resolve o problema porque se trata de um aparelho vocacionado para combate a fogos florestais e não para operações de emergência médica.

Constatando as flutuações populacionais da região ao longo do ano, fruto da atividade turística, e a não concretização do Hospital Central do Algarve, a autarquia defende a necessidade de um equipamento que transporte especializado de doentes.

O PSD/Algarve também reprovou publicamente a medida e afirma-se contra “o processo de esvaziamento de estruturas que o INEM está a fazer no Algarve” que prejudica a população da região.

Em comunicado, o PSD/Algarve considerou precipitada a transferência do helicóptero e a anunciada retirada do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

“Não é aceitável nem justificável o encerramento da delegação regional por razões eventualmente económicas”, lê-se no comunicado onde se exige que o INEM assuma as suas responsabilidades perante aquela região.

Três helicópteros da Administração Interna começaram hoje a operar para o INEM, juntando-se aos outros dois que o instituto aluga em exclusivo para a emergência médica, uma medida que irá gerar uma poupança de 2,5 milhões por ano.

Até agora, o INEM tem pago dez milhões de euros anuais pelo aluguer de cinco helicópteros estacionados em Lisboa, Porto, Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira e Loulé, e manterá apenas três em Lisboa, Beja e Vila Real.

Pelo uso dos helicópteros da Administração Interna – que estarão estacionados com equipa médica em Santa Comba Dão, Loulé e Ponte de Sor (de reserva) – o INEM pagará um milhão de euros anuais.

A estratégia do INEM tem sofrido outras contestações a nível nacional, e uma providência cautelar apresentada pelas autarquias do distrito de Bragança garantiu a permanência provisória do helicóptero de emergência médica de Macedo de Cavaleiros, confirmou à Lusa fonte do gabinete de Relações Públicas do INEM.

Lusa

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