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A ideia da criação de uma taxa aplicada ao turismo foi avançada na segunda-feira durante uma reunião do conselho executivo da Amal, presidido por Macário Correia.

Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara de Faro frisou que o assunto está ainda a ser debatido e que não houve qualquer deliberação, já que se trata de uma matéria que não tem calendário definido.

O autarca disse acreditar que, se a taxa rondar um valor próximo dos 50 cêntimos ou um euro por dormida e os seus objetivos forem devidamente explicados aos turistas, eles "não se irão sentir lesados".

Segundo Macário Correia, esta é uma das soluções apontadas para apoiar a população carenciada numa região com umas das mais elevadas taxas de desemprego do país, que já ultrapassa os 17%.

O responsável recordou que esta não é uma medida nova e que já é aplicada noutros países, tendo havido mesmo governantes nacionais que tentaram criar uma taxa do género para apoiar a manutenção de estruturas culturais e históricas.

A ser aplicada, aquela taxa seria de âmbito municipal, embora Macário Correia admita a pertinência de aplicá-la a nível nacional.

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António anunciou em junho que iria avançar no final do verão com uma taxa de um euro por dormida no concelho, mas o processo está em consulta pública e a medida não foi ainda concretizada.

Há poucos anos, também o município de Portimão chegou a ponderar a introdução de uma taxa do mesmo género que acabou por não avançar.

Além da taxa social sobre o turismo, foi debatida a hipótese de criação de uma linha de financiamento que permita às autarquias dar a contrapartida nacional em projetos que têm apoios comunitários, acrescentou.

Lusa
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