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No centro da cidade foram identificados um total de 42 imóveis devolutos ou em situação de abandono pelos seus proprietários, sendo a autarquia “obrigada a intervir para manter a saúde pública”, disse à Lusa Pedro Poucochinho do gabinete da presidência da câmara de Portimão.

“Nesta fase a nossa intervenção incide sobre cinco edifícios que ocupam uma área de cerca de 5.000 metros quadrados e que se encontram em situação de abandono há vários anos”, observou.

Os imóveis encontram-se numa zona considerada como “uma área crítica de requalificação urbana”.

Segundo a mesma fonte, os prédios eram habitualmente frequentados por pessoas, na sua maioria, “sem abrigo, e acumulavam no seu interior diverso tipo de lixo, entre os quais detritos orgânicos”.

Acrescentou, que o processo iniciou-se há vários meses, tendo no final de 2010 a autarquia notificado os proprietários para “procederem às intervenções necessárias a fim de evitar que os mesmo fossem utilizados indevidamente com a acumulação de lixos”.

“Como não houve intervenção dos proprietários, a autarquia foi obrigada a intervir com caráter de urgência com as obras necessárias, endereçando as custas do processo aos seus legítimos donos”, destacou.

As desinfestações e vedações de cinco dos 42 imóveis iniciaram-se na terça-feira, tendo sido acompanhadas por um grupo de trabalho constituído pelo presidente da autarquia, especificamente para caracterizar os diversos imóveis em situação de abandono.

Integram o grupo, além da câmara municipal, a delegada de Saúde, o Instituto da Droga e da Toxicodependência, a Polícia de Segurança Pública, os Bombeiros Voluntários e o Sector de Requalificação Urbana da Portimão Urbis.

Lusa

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