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GlobalgarveA maior parte das câmaras do Algarve vão continuar clientes da empresa insolvente Globalgarve, o que vai permitir negociar com os credores um plano de viabilização, disse hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (Amal).

Jorge Botelho disse à agência Lusa que a “grande maioria” das câmaras do Algarve se manifestou a favor de continuar cliente da Globalgarve – Agência de Desenvolvimento Regional do Algarve, criada para se assumir como dinamizador de projetos estratégicos para a região e declarada insolvente em janeiro, face a um passivo superior a 790 mil euros.

Numa recente reunião da Amal, o presidente da Globalgarve, Victor Guerreiro, que é também o presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), apelou aos 16 autarcas do Algarve para que continuassem a ser clientes da empresa, argumentando que com as autarquias seria possível faturar.

Victor Guerreiro explicou à Lusa que são já cerca de dez as câmaras que responderam afirmativamente ao seu apelo e sublinhou estar “convencido” de que “serão todas [as câmaras] a aceitarem ser clientes da Globalgarve”.

Segundo aquele responsável, alguns dos funcionários da Globalgarve com salários em atraso pediram a insolvência da empresa, declarada em janeiro pelo Tribunal Judicial de Faro.

Victor Guerreiro, que assumiu a presidência da Globalgarve há seis meses, quando a ACRAL ficou com a gestão da empresa, referiu que o facto de ter sido declarada insolvente não significa que tenha de terminar.

O responsável recordou que já se gastaram naquele organismo “20 milhões de euros” e que só em fibra ótica e outros serviços relacionados com o projeto Algarve Digital foram investidos 10 milhões de euros.

A Globalgarve foi criada em 1995 sob a tutela do então ministro João Cravinho e recebeu financiamento comunitário.

Com 56 acionistas em janeiro de 2009, nomeadamente as autarquias algarvias e dezenas de associações do Algarve, a Globalgarve desenvolveu projetos internacionais e transfronteiriços, promoveu o território e nos últimos dez anos focou-se no projeto Algarve Digital.

Victor Guerreiro afirmou que a Globalgarve “tem viabilidade” e garantiu que as despesas estão a ser reduzidas.

“Estamos a fazer um levantamento que nos permite afirmar que vamos reduzir 150 mil euros/ano”, ou seja cerca de 40% por ano do que se estava a gastar.

A “empresa tem toda a viabilidade e não se pode tratar tão mal um ativo tão importante para a região, que tem de voltar ao ‘core’ inicial que é ser uma agência de desenvolvimento regional”, defendeu.

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