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Autoridades colocaram barreiras antipoluição e vigiam draga virada em Olhão

Foto © Luís Forra/Lusa

As autoridades marítimas concluíram ontem a colocação de barreiras antipoluição para conter eventuais derrames de combustível junto à draga que virou perto da ilha da Armona e mantiveram a vigilância do local durante a noite.

Nunes Ferreira disse à agência Lusa que, durante a tarde de ontem, “já foi posta a barreira” em redor da embarcação e verificou-se que “não há fuga de combustível [gasóleo] ou óleo” a sair da draga, que também ficou sem inertes nos depósitos porque “a areia saiu”.

“Vamos durante a noite manter a vigilância do local e continuaremos com esse trabalho enquanto aguardamos que o dono da embarcação apresente o plano para a sua remoção”, afirmou o capitão do Porto de Olhão, Nunes Ferreira, em declarações à agência Lusa.

A mesma fonte disse ter recebido indicações de que o proprietário já contactou com uma empresa especializada que está a fazer a avaliação da situação e a estudar a melhor forma de remover a draga da zona, localizada a uma milha da ilha da Armona, no concelho de Olhão.

Questionado sobre o horizonte temporal para proceder a essa tarefa, o capitão do porto disse que o prazo é de “entre 48 a 96 horas”.

Uma má acomodação de sedimentos nos depósitos da draga pode ter contribuído para provocar a viragem da embarcação, disse ontem à Lusa o presidente da Câmara, António Miguel Pina.

O autarca frisou, no entanto, que é cedo para tirar conclusões definitivas, porque ainda estão a ser investigadas as causas da viragem da draga de 80 metros, ocorrida junto à Armona, uma das ilhas-barreira da Ria Formosa.

A embarcação em causa participava nos trabalhos de dragagem no Lavajo e “o local de retirada [de areias] era a barra e o de deposição era a praia do Barril”, em Tavira, precisou o autarca.

A draga virou-se ontem de manhã, pelas 08:10, a cerca de uma milha a sudoeste da saída da barra do Lavajo, na ilha da Armona, provocando a queda ao mar de quatro trabalhadores que foram resgatados com sintomas de hipotermia.

Segundo o Capitão do Porto de Olhão, os quatro tripulantes foram transportados para o hospital de Faro, “um dos quais, também, com uma possível lesão da coluna cervical”.

Segundo a Autoridade Marítima Nacional, os tripulantes da draga, com cerca de 80 metros de comprimento, foram recolhidos poucos minutos após a queda pelo táxi marítimo que os transportou à embarcação para a mudança de turno e os encaminhou para a Estação Salva-vidas de Olhão.

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