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Balanço do ano turístico é de “evolução positiva”

“A indústria turística tem sido a mais resistente ao momento de crise e os números do Algarve são bastante satisfatórios, tendo em conta que 2009 foi um ano muito difícil”, disse à Lusa Nuno Aires que destaca uma “evolução positiva”, mas reconhece, todavia, que os próximos meses “vão ser difíceis”.

Em entrevista à Lusa, Nuno Aires, citando dados do Instituto Nacional de Estatísticas, refere que entre janeiro e outubro deste ano se registaram “12,5 milhões de dormidas no Algarve”, incluindo portugueses e estrangeiros, ou seja, mais 3,2 por cento em relação ao igual período do ano passado.

“Só de portugueses tivemos 3,6 milhões de dormidas em 2010, ou seja mais 4,9 por cento do que no ano passado. Em relação aos hóspedes, tivemos 2,6 milhões entre janeiro e outubro, ou seja mais 5,1 por cento em relação a 2009”, referiu.

No que diz respeito às receitas, Nuno Aires informou que os proveitos entre janeiro e outubro se cifraram em “522 milhões de euros”, mais 5,8 por cento do que em 2009 no período homólogo.

Dados da ANA Aeroportos indicam, por seu turno, que entre janeiro e novembro, o Aeroporto de Faro registou uma circulação de 5,2 milhões de passageiros, o que corresponde a mais de 6 por cento do que em 2009, em período homólogo.

O mercado alemão é o que mais se destaca por ter subido 13,7 por cento, mas também o holandês cresceu 13,2 por cento.

Para a maior associação hoteleira do Algarve – a Associação dos Hotéis e empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) – o ano turístico do Algarve em 2010 é "pior do que 2009 e o ano de 2011 será pior do que este ano que termina".

“Se 2009 foi o pior ano dos últimos 15 anos, 2010 será pior que 2009 e 2011 vai ser pior que 2010”, estima Elidérico Viegas, o presidente da AHETA, em entrevista à Lusa, referindo-se especificamente às receitas e à taxa de ocupação hoteleira.

Em 2009, a taxa de ocupação hoteleira desceu 17 por cento em relação a 2008, e as receitas baixaram cerca de 20 por cento, mas segundo o presidente da AHETA, este ano as ocupações e as receitas voltam a baixar sobre esses valores.

Segundo a AHETA, a taxa de ocupação de novembro deste ano no Algarve foi das piores de sempre, com as maiores descidas a serem registadas em Armação de Pêra, Vilamoura e Albufeira.

Segundo dados da AHETA, a taxa de ocupação global média/quarto em novembro foi de 24,4 por cento, ou seja, menos 5,7 abaixo do valor verificado no período homólogo de 2009.

Ao nível do turismo nacional, todavia, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, considerou, numa visita que realizou ao Algarve a 06 de dezembro, que 2010 é um ano “muito positivo” para o setor e admitiu que 2011 é de “expetativa” de recuperação dos mercados emissores alemão e inglês.

Folha do Domingo/Lusa

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