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Baleia anã com cerca de 4 metros dá à costa em Vale do Lobo

Baleia_anaUma baleia anã morta, com cerca de quatro metros, deu ontem à costa na praia de Vale do Lobo, mas a remoção do mamífero só vai ser feita na quarta-feira, disse à agência Lusa fonte da Polícia Marítima.

A Autoridade Marítima do Sul recebeu o alerta às 14:45, através da empresa que faz a segurança ao complexo turístico de luxo de Vale do Lobo, no concelho de Loulé, a dar conta de que um mamífero marinho tinha sido encontrado no areal, adiantou a fonte.

No local, as autoridades identificaram o mamífero como uma “baleia anã, juvenil, com cerca de três a quatro metros de comprimento, inteira”, mas que “apresentava já alguns sinais de decomposição”, precisou a Polícia Marítima (PM) num comunicado do seu Comando Local de Faro.

“Em simultâneo, envolveu-se a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, que colocou no local uma equipa de duas biólogas e uma veterinária, tendo em vista a recolha de dados biométricos e eventual realização de necropsia para determinação das causas da morte do cetáceo”, acrescentou a PM.

Os dados recolhidos foram depois partilhados com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e com o Aquário Vasco da Gama, que “também estudam e monitorizam estes acontecimentos” de animais marinhos que dão à costa, referiu ainda a PM.

A empresa municipal Infralobo, que tem por missão tratar das infraestruturas do complexo de Vale do Lobo, ficou responsável pela remoção da baleia, “tendo em vista a proteção da qualidade ambiental”, adiantou a PM no comunicado.

Fonte da PM de Faro disse à Lusa que ontem o cetáceo “apenas foi colocado em segurança” e “só na quarta-feira [hoje] é que irá ser retirado do local” pela empresa municipal, que é “quem tem a responsabilidade da limpeza da praia” e “dispõe de meios técnicos para fazer esse trabalho”.

Os trabalhos ainda não têm um horário definido, acrescentou.

A Polícia Marítima informou também, no comunicado, que “os mamíferos marinhos são protegidos por convenções internacionais” e cabe à Autoridade Marítima fazer a sua fiscalização, “nos termos do ‘Regulamento de Proteção dos Mamíferos Marinhos nas Águas Interiores, no Mar Territorial e na Zona Económica Exclusiva Continental Portuguesa’”.

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