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Banco_alimentar_contra_fomeO Banco Alimentar (BA) Contra a Fome do Algarve recolheu no último fim de semana 134 toneladas de alimentos na campanha realizada em 140 superfícies comerciais, mais nove toneladas face à campanha realizada na mesma altura do ano passado e menos quatro do que as conseguidas na região na última campanha em novembro.

A recolha do fim de semana, que representa um acréscimo de 9,65%, ultrapassou o objetivo previamente estipulado de 125 toneladas, tendo mobilizado mais de 2.000 voluntários. Os bens alimentares serão distribuídos localmente, já a partir da próxima semana, a pessoas com carências alimentares comprovadas, através de Instituições de Solidariedade Social previamente selecionadas para o efeito e supervisionadas pelo BA do Algarve.

A nível nacional, o BA recolheu mais de 2.100 toneladas de alimentos em cerca de duas mil superfícies comerciais, números que representam um decréscimo de 3,9% em comparação com 2014.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet disse que “foi muito importante para os bancos alimentares verem este acréscimo da ordem dos 3,9 % das doações, em relação a maio de 2014, que reflete a confiança reiterada no organismo, mas também a certeza de que, com um pequeno contributo, podem fazer uma grande diferença”.

Isabel Jonet admitiu que não estava à espera do acréscimo, salientando que, apesar da recuperação económica, esta ainda não terá chegado às famílias que são apoiadas pelas instituições de solidariedade social.

A presidente do Banco Alimentar salientou ainda serem as pessoas que são ajudadas a querer contribuir nas campanhas “como sinal de agradecimento por aquilo que recebem”.

A campanha deste fim de semana trouxe uma novidade em relação às anteriores, uma vez que decorreu sob o lema “Dar 2 vezes”, que resulta do aprofundar da responsabilidade social e ecológica do BA, que optou por substituir desde já o tradicional saco de plástico por um saco de papel, que está de acordo com as normativas europeias que entrarão em vigor no próximo ano.

Assim sendo, ao ajudar nesta campanha, qualquer cidadão contribuiu ainda mais, porque, para além da sua ajuda direta, o saco devolvido será reciclado através da campanha “Papel por Alimentos”, permitindo esta troca conseguir ainda mais bens alimentares não perecíveis.

A campanha direta de angariação de alimentos é complementada pela campanha vale e pela campanha online que decorre até 7 de junho.

com Lusa

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