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Em 18 regiões do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Beja, Aveiro, Abrantes, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu, Viana do Castelo e ilhas de São Miguel e Terceira), cerca de 30 mil voluntários vão estar à porta de 1278 estabelecimentos comerciais a convidar os portugueses a doarem as suas contribuições em alimentos.

Segundo o Banco Alimentar, o resultado da campanha "será distribuído de imediato e localmente às pessoas com carências alimentares comprovadas através de mais de 1800 instituições de solidariedade social previamente selecionadas”.

A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, disse à agência Lusa que as 1800 instituições entregam todos os dias alimentos a 280 mil pessoas.

“Os Bancos Alimentares não dão os alimentos diretamente às pessoas, eles selecionam instituições de solidariedade que todos os dias distribuem alimentos às famílias sob a forma de cabaz ou refeições confecionadas”, sublinhou.

A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome afirmou que atualmente a campanha “é muito mais necessária, uma vez que devido à crise há muitas mais famílias que precisam de ajuda para poder sobreviver”.

“Nesta campanha, esperamos que muitos portugueses percebam que basta uma pequena contribuição para fazer uma grande diferença na vida destas pessoas”, sustentou.

De acordo com o Banco Alimentar Contra a Fome, Portugal é um dos países mais pobres da União Europeia, com cerca de dois milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza, com pouco mais de quatro euros por dia.

Um estudo da Universidade Católica, feito em parceria com os Bancos Alimentares e que contou com a participação de 15 mil inquiridos, revela que um em cada quatro pobres não come pelo menos um dia por semana e mais de 20 por cento não conseguem armazenar comida suficiente até ao fim do mês porque não têm dinheiro.

As zonas com maior número de pessoas apoiadas pelos Bancos Alimentares são o Porto (73 137), Lisboa (72 155), Aveiro (30 mil) e Setúbal (33 600).

Isabel Jonet disse ainda à Lusa que os portugueses são muito solidários, mas “resta saber se têm capacidade para poder exercer esta sua solidariedade”, uma vez que “há muitas famílias que costumavam contribuir para o Banco Alimentar e neste momento estão em grave dificuldade”.

Na campanha do ano passado foram recolhidos 2490 toneladas de alimentos.

Folha do Domingo/Lusa
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