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O evento, que decorre até domingo, deverá receber 30 mil pessoas, na sua maioria espanhóis, mas também portugueses e oriundos de outros países europeus, estima o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro.

Apesar de ainda faltar um dia para o arranque oficial do encontro, no recinto montado em Vale das Almas, junto à praia de Faro, já estão acampados algumas centenas de motociclistas e tudo está a postos para receber muito mais.

Uma das grandes atrações do encontro deste ano deverá ser o bar que pode ficar suspenso até cerca de 40 metros do chão, uma plataforma onde não faltará cerveja e música içada por um guindaste.

"Quem não tem vertigens pode ir lá acima, dizem que tem uma vista espetacular. Eu não vou porque prefiro andar no chão", graceja José Amaro enquanto observa um grupo a ser içado em direção ao céu.

Não muito longe um grupo de checos conta à Lusa, num inglês nem sempre percetível, ter percorrido alguns milhares de quilómetros de moto apenas para assistir ao evento.

Vladislav, engenheiro de 25 anos, veio sozinho de moto da República Checa para Faro, viagem cuja distância é de cerca de 5.500 quilómetros e que demorou dez dias, contou.

Quando chegou a Vale das Almas, onde está pela primeira vez, conheceu um grupo de compatriotas a quem se juntou para apreciar "o bom vinho português" e "conhecer pessoas" numa festa que só acabará no domingo.

A banda britânica de "heavy metal" Iron Maiden encabeça o cartaz musical da concentração e sobe ao palco no primeiro dia do evento num concerto cuja abertura estará a cargo dos algarvios Mindlock.

Contudo, apesar de a banda poder atrair muitos curiosos de fora do circuito "motard", José Amaro sublinha que o concerto é "sobretudo dirigido aos motociclistas" e que a concentração não é um festival de música.

O evento conta com 1400 voluntários e ainda com uma equipa de 40 médicos, 75 enfermeiros e 90 socorristas e motoristas.

A entrada no recinto é feita mediante um bilhete único de 45 euros para os quatro dias.

Lusa
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