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A Assembleia Municipal (AM) de Faro aprovou na passada quarta feira um plano de reequilíbrio financeiro ao abrigo do qual será pedido um empréstimo para pagar dívidas da autarquia (PSD), que o presidente diz estar “tecnicamente falida”.

Segundo o Bloco de Esquerda, o plano, aprovado com os votos a favor do PSD e a “conivência” do PS, que se absteve na votação, à exceção de um deputado, gerará uma dívida que vai “consumir” a capacidade do município em realizar novas obras.

Segundo a simulação apresentada pela autarquia, diz o Bloco, o empréstimo obrigará a Câmara de Faro a despender cerca de cinco milhões de euros anuais em juros e amortização da dívida.

“Se juntarmos o serviço da dívida atual, nos próximos dez anos a Câmara terá de pagar anualmente cerca de 10 milhões de euros, mais do que aquilo que tem gasto no desenvolvimento do concelho”, afirma o BE, em comunicado.

Os elementos do Bloco de Esquerda defendem que não era preciso pedir tanto dinheiro já que a dívida aos fornecedores é de 31 milhões de euros e que “muito do restante” é para “aproveitar” fundos europeus.

“Os partidos que nos últimos anos desbarataram as finanças do município estão agora a destruir o seu futuro”, resumem.

O Bloco lembra ainda que a autarquia não aceitou a sua proposta para que não fosse gastos os 70 mil euros previstos nas iluminações de Natal e festa de passagem de ano.

“É pouco dinheiro, bem sabemos, mas grão a grão enche a galinha o papo e [esse valor] permitiria garantir o sustento anual a oito trabalhadores”, concluem.

Lusa

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