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A Administração da Região Hidrográfica do Algarve informou que a placa de sinalização de perigo da praia do Vau, onde esta semana se registou uma derrocada, foi removida pelo mar no inverno, adiantando que está prevista a sua recolocação no início da época balnear, a 01 de junho.

Segundo o Bloco de Esquerda, a indicação de zona de perigo "não pode estar à espera da abertura oficial da época balnear, sob pena de pôr em risco as populações que usufruem das praias sempre que as condições climatéricas o permitem", lê-se num comunicado hoje divulgado.

Na semana passada, a ministra do Ambiente deslocou-se ao Algarve para apresentar uma nova sinalética para as praias algarvias, cujas novas placas, com informação bilingue, em português e em inglês, alertam para as zonas seguras (pintadas a verde) e as zonas a evitar, (assinaladas a vermelho).

A deputada Cecília Honório, eleita pelo círculo de Faro, questionou na quinta feira o Governo sobre o cumprimento das medidas previstas na Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira e exigiu que o Ministério do Ambiente tornasse públicos os estudos que desenvolveu para "identificar os diferentes tipos de riscos na zona costeira".

Até à data, não foi recebida qualquer resposta por parte da tutela, permanecendo por esclarecer quais os projetos de estabilização e consolidação das arribas algarvias previstos para este ano", indica o BE.

Uma criança de quatro anos sofreu na quarta feira escoriações numa perna na sequência da derrocada de parte de uma arriba na praia do Vau, em Portimão.

Desde a derrocada de uma arriba na praia Maria Luísa, Albufeira, em agosto do ano passado, que matou cinco pessoas, que 19 praias algarvias foram alvo de cerca de 200 intervenções, uma manutenção da erosão costeira que custou ao Estado cerca de 50 mil euros.

Lusa

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