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Os deputados do BE entendem que a classificação da antiga fábrica Avern, Sons & Barris, transformada em 1999 em complexo de lazer, “surge como uma urgência para garantir a proteção legal do valioso núcleo museológico nele contido”.

O Museu da Cortiça, premiado como o "Melhor Museu Industrial da Europa" em 2001, está encerrado desde 26 de abril devido a dívidas de 6,5 milhões de euros da sociedade detentora da Fábrica do Inglês, o complexo em que está inserido.

Na altura, o diretor do museu, Manuel Ramos, admitiu a possibilidade de maquinaria, de oficinas e de “o maior acervo documental do mundo sobre a história da indústria da cortiça" serem “desmembrados pelos credores”.

Para o grupo parlamentar do BE, trata-se de “uma perda para a história, para a cultura, para a indústria corticeira”, pelo que considera “inaceitável o seu encerramento”.

A proposta de recomendação apresentada ao Parlamento na quinta feira invoca a Constituição e recordando ser tarefa fundamental do Estado “proteger e valorizar o património cultural do povo português”.

Daí recomendar ao Governo a promoção de “medidas de apoio à preservação do Museu da Cortiça, no sentido de evitar o seu encerramento permanente” e a abertura do processo de classificação do imóvel.

O Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês foi inaugurado em 1999, graças a um investimento de cerca de 12,5 milhões de euros de empresários locais. Em 2001, foi distinguido pelo Fórum Museológico Europeu com o Prémio Micheletti para Melhor Museu Industrial da Europa, tendo recebido nesse ano mais de 100 mil visitantes.

Lusa

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