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“O diagnóstico foi feito com antecedência, a realidade confirma-o: a introdução de portagens na Via do Infante é um fracasso”, considera o BE no texto, ontem divulgado, recordando as longas filas de turistas verificadas junto à única máquina que a Estradas de Portugal colocou na fronteira com Espanha para pagar a passagem na autoestrada, que liga Vila Real de Santo António a Lagos.

O Bloco refere que “não é possível que o Governo ignore esta vergonha e que abandone aquele que é o principal setor de exportação de economia do país: o turismo”. O partido critica ainda os decisores políticos por “ignorarem a gravidade da crise económica e social que o Algarve vive, com a mais elevada taxa de desemprego do país”, e “desprezam o impacto negativo da introdução de portagens na economia da região”.

O partido refere ainda que são várias as vozes que apelam ao fim das portagens na Via do Infante, nomeadamente de transportadoras espanholas, da Entidade Regional de Turismo do Algarve e da principal associação hoteleira da região, que "confirmam o que as populações, a comissão de utentes, os sindicatos ou os investigadores anteciparam: o descalabro económico resultante desta medida", concretizada em dezembro.

O atraso na conclusão da requalificação da Estrada Nacional 125, que sofreu um aumento de tráfego e da sinistralidade rodoviária depois da introdução de portagens na A22, é também um dos fatores que deve levar o Governo a rever a medida.

Neste sentido, o Bloco de Esquerda propõe à Assembleia da República que “determine a abolição da cobrança de portagens e a retirada dos respetivos pórticos na Via do Infante (A22), de forma a contribuir para o relançamento da economia da região e para a devolução da dignidade a populações e turistas”.

Liliana Lourencinho com Lusa

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