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Na homilia da Missa a que presidiu na Basílica de São Pedro, o Papa apelou à coragem “que não se deixa intimidar pelo murmurar das opiniões dominantes” e alertou contra “os pântanos de mentira e da desonestidade”.

“O homem pode escolher um caminho cómodo evitando qualquer dificuldade. Também pode rebaixar-se até ao que é vulgar”, assinalou.

Lembrando em particular as novas gerações, no Dia Mundial da Juventude, Bento XVI indicou que Jesus “leva-nos para o que é grande, puro, conduz-nos ao ar saudável das alturas: para a vida na verdade”.

“Conduz-nos à paciência que ampara e ajuda o outro. Ele conduz à disponibilidade para os que sofrem, para os abandonados, para a fidelidade que implica estar ao lado do outro, mesmo quando a situação se torna difícil. Conduz à disponibilidade para levar ajuda, conduz à bondade que não desarma nem mesmo perante a ingratidão”, indicou o Papa.

Aos jovens e “quantos se empenham na sua educação e tutela” foi dedicada uma das intercessões da oração dos fiéis, pedindo que “que possam crescer em generosidade no seu serviço a Deus e à sociedade”.

Nas saudações finais, ao concluir a Missa, Bento XVI evocou o Domingo de Ramos de 1985, ano que tinha sido consagrado pelas Nações Unidas aos jovens.

“Há 25 anos o meu amado Predecessor (João Paulo II, ndr) convidou os jovens a professar a sua própria fé em Cristo que tomou sobre si a causa do homem. Renovo hoje este apelo à nova geração, para que dê testemunho, com a força mansa e luminosa da verdade, a fim de que aos homens e mulheres do terceiro milénio não falte o modelo mais autêntico: Jesus Cristo”, observou.

Mais tarde, na recitação do Angelus, Bento XVI quis deixar uma referência especial a “Jerusalém, onde se cumpriu o mistério pascal”.

“Sofro profundamente com os recentes conflitos e tensões mais uma vez verificados à volta desta Cidade, que é a pátria espiritual de Cristãos, Judeus e Muçulmanos, profecia e promessa daquela reconciliação universal que Deus deseja para toda a família humana”, disse o Papa aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Bento XVI disse que se chega à paz através “do diálogo e no respeito pelos direitos de todos”, pedindo que “os responsáveis pela sorte de Jerusalém empreendam com coragem o caminho da paz e o sigam com perseverança”.

Ecclesia

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