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D. José Cordeiro presidiu ontem de manhã à Eucaristia na paróquia da Fuseta, no contexto das comemorações da sua padroeira, Nossa Senhora do Carmo, cuja festa a Igreja hoje celebra.

O prelado deslocou-se ao Algarve, acompanhado pelo padre José Carlos, da sua diocese, a convite do pároco da Fuseta, o padre Rui Guerreiro, a quem acolheu como aluno nos tempos de reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma. “Como não pude participar na celebração da sua ordenação episcopal por coincidir com a festa de Nossa Senhora da Graça, em Moncarapacho, logo tive o desejo de convidar o senhor D. José a participar nesta festa da nossa paróquia”, explicou o prior da Fuseta.

O bispo de Bragança, que lembrou que “Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos”, lembrou que os cristãos são chamados a serem “continuadores da obra apostólica”. “Ser apóstolo significa ser testemunha credível, esclarecida, que sabe dar razão da sua fé e da sua esperança a si mesmo e a quem pede”, sustentou, apelando aos presentes para que sejam “servidores da verdade, da alegria e da esperança”.

Lembrando que “todos os tempos da história são tempos difíceis” e que “a facilidade nunca conduziu ninguém à felicidade”, D. José Cordeiro advertiu que “ninguém é cristão sozinho”. “Nenhum de nós nasceu cristão. Tornamo-nos cristãos pela filiação da Igreja”, afirmou.

O bispo de Bragança exortou ainda à “simplicidade”, “a arte mais difícil da vida”, e a “cultivar a abertura à transparência de vocação”. “Ser simples não significa ser simplório. Ser simples significa ser transparente”, esclareceu, citando Santa Teresa d’Ávila para afirmar que “a simplicidade e a humildade é andar na verdade”. “Quando andamos na verdade e nos encontramos com a verdade que é Cristo temos a certeza de que estamos na estrada certa para a salvação”, complementou.

A terminar, deixou um apelo aos algarvios. “Que as pessoas que vos visitam, para além da beleza das vossas praias, da natureza e do encontro com as pessoas, possam também ser tocadas pela beleza do testemunho da vossa fé”, pediu.

O prelado, que agradeceu o acolhimento algarvio, concluiu a celebração com referência aos aspectos de comunhão entre as dioceses do Algarve e de Bragança. “Já havia alguns elementos que nos uniam, até porque o bispo do Algarve é oriundo da diocese de Bragança, para além da amêndoa e de outros elementos. Agora temos ainda mais razões para estarmos mais unidos na comunhão espiritual e na amizade fraternal”, disse.

Samuel Mendonça
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