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D. Manuel Quintas, que se referiu à “riqueza patrimonial e cultural, multifacetada e plural, de que são portadoras as catedrais” portuguesas, constatou hoje que, como bispo, ao olhar para uma catedral, vê uma “comunidade viva que desde os seus inícios motivou a sua construção e continua a fazer desse templo a sua casa, na qual continua a nascer, crescer e celebrar a fé”. “Devido à minha missão não devo ver na catedral apenas a cadeira”, alertou, frisando que “esta relação de pertença não pode ser secundarizada pela valorização do edifício enquanto referência histórica, cultural e patrimonial”.

O prelado referiu-se ainda à vida paroquial “que aponta ao futuro como inspiradora das gerações que continuam a fazer da sua igreja, casa e escola de comunhão e de vida”. “Considerar a catedral sem esta dimensão seria profundamente redutor na sua autêntica realidade”, alertou.

D. Manuel Quintas manifestou ainda o regozijo do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, que não pôde estar presente, para com aquela iniciativa e congratulou-se também com o facto de a mesma se ter realizado em Faro e perto da catedral.

Por sua vez, o secretário de Estado da Cultura sublinhou que este é um “projeto ganhador”, manifestando convicção na continuidade do mesmo. “Ninguém de bom senso poderia parar um projeto como este”, afirmou Elísio Summavielle, ressalvando, no entanto, que “o património mais importante são as pessoas”. “São as pessoas e Portugal que ganham com este projeto”, afirmou.

O governante evidenciou ainda no encerramento, que contou com a presença de Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, a grande perfusão de catedrais existentes em território nacional e classificou de “histórico” o acordo celebrado entre o Ministério da Cultura e a CEP, destacando a ação do poder local em colaboração com o Estado central.

No âmbito deste congresso ainda se realizam amanhã visitas guiadas à sé de Faro, à igreja de São Lourenço de Almancil e à sé de Silves.

Samuel Mendonça

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