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Bispo do Algarve adverte que a ressurreição de Cristo “não é algo do passado”

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© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve advertiu esta manhã, na missa deste Domingo de Páscoa a que presidiu na Sé de Faro, que a ressurreição de Cristo “não é algo do passado”, mas continua a ser “uma força sem igual”.

“É verdade que, muitas vezes, parece que Deus não existe. Confrontamo-nos, cada dia, com a injustiça, a guerra, o terror, crueldades inqualificáveis e intermináveis, mortes inexplicáveis, desde a violência doméstica ao assassínio por razões ideológicas ou por opções religiosas. Mas também é certo que no meio de tantas obscuridades sempre começa a desabrochar algo de novo que mais cedo ou mais tarde produz fruto, volta a aparecer a vida”, afirmou D. Manuel Quintas.

O prelado sustentou que “o bem sempre tende a reaparecer e a difundir-se” e que “cada dia no mundo renasce a beleza que ressuscita transformada através dos danos da história”. “Os valores tendem sempre a reaparecer sob novas formas e, na realidade, o ser humano renasceu muitas vezes de situações que pareciam irreversíveis. Esta é a força da ressurreição e cada evangelizador deve ser um instrumento desta força e deste dinamismo”, acrescentou.

O bispo diocesano pediu assim aos cristãos algarvios que professem “com renovada convicção” a fé em Cristo ressuscitado porque esta “tem como frutos a esperança, a alegria e o testemunho contagiante”.

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© Samuel Mendonça

“Deixemo-nos iluminar pela luz que brota da sua ressurreição e anunciemos a todos a mensagem de amor, vida nova, alegria e esperança que Ele trouxe ao mundo e da qual nos fez e continua a fazer-nos, cada dia, suas testemunhas”, acrescentou D. Manuel Quintas.

O prelado lembrou o significado de professar fé. “Significa acreditar que Cristo está vivo, que nos ama verdadeiramente, que é capaz de intervir misteriosamente, que não nos abandona, que tira bem do mal com o seu poder e a inesgotável criatividade do seu amor. Significa acreditar que Ele caminha vitorioso na História. Significa acreditar que o reino de Deus já está presente no mundo nos lugares mais diversos e dos modos mais imprevisíveis”, frisou.

A propósito dos frutos da fé no ressuscitado, D. Manuel Quintas aludiu à “alegria que contagia a vida e se partilha através do testemunho, alegria que é antidoto para uma vida individualista, triste, comodista”. Citando a exortação apostólica do Papa Francisco “Evangelii Gaudium’ (A Alegria do Evangelho), lembrou que “quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem”. “Este é um risco permanente que atinge também os crentes, transformando-os em pessoas ressentidas, insatisfeitas, queixosas, sem vida, em permanente atitude autodestrutiva. Esta não é a escolha de uma vida digna e plena. Este não é o desígnio que Deus tem para nós. Esta não é a vida do Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado”, advertiu.

O bispo diocesano continuou citando o documento pontifício para evidenciar que “a alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus Cristo”. “Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo renasce, sem cessar a alegria, alegria que se renova em cada Páscoa, em cada celebração semanal da Páscoa”, na eucaristia dominical.

Homilia de D. Manuel Quintas:

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