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No contexto da leitura da cura do cego de nascença que marcou a liturgia do passado domingo, D. Manuel Quintas lembrava, na sua homilia da missa de abertura da visita pastoral a Loulé, que já houve alguns progressos relativamente a esta matéria simbolizados, por exemplo, no facto de se ter passado a designar “pessoas portadoras de deficiência” em vez de “deficientes” ou “invisuais” em vez de “cegos”, mas sublinhava, ainda assim, ser “preciso que essas pessoas encontrem condições para viverem a vida como missão”.

Alertando que “ninguém se pode pôr de fora”, o prelado evidenciou que ter uma deficiência “não é impeditivo de viver a vida e fazer dela caminho de alegria e felicidade e de serviço aos outros, contribuindo, tal como quem não tem deficiência, para que este mundo seja melhor”. “Mais importante do que a cura de uma deficiência, é curar a mentalidade de todos aqueles que excluem à partida quem tem uma deficiência”, afirmou o bispo diocesano, considerando que este é um “aspeto importante” que faz parte da “vida humana, coletiva em sociedade” e da “participação e cidadania”.

Samuel Mendonça
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