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Bispo do Algarve apelou à salvaguarda da essência e verdade do Natal

D. Manuel Quintas criticou o “movimento crescente da parte de alguns sectores da sociedade com o firme propósito de apagar todos os sinais religiosos e cristãos da vida pública, procurando banalizá-los, substituí-los ou mesmo anulá-los”. “O Natal é um dos que teima em resistir, se bem que para muitos apenas pela elevada conotação comercial que adquiriu, expoente de primeira grandeza das sociedades ditas de consumo”, lamentou.

No entanto, o Bispo diocesano congratulou-se, paralelamente a este movimento, com “a vontade e familiar pessoal de um número crescente de cristãos de evidenciar a verdade do Natal”. “A procura superior à oferta verificada este ano de sinais alusivos ao nascimento de Cristo, como é o caso do estandarte exposto nalgumas em algumas janelas ou varandas que antes ostentavam o Pai Natal, é disso indicativo”, justificou.

“Do movimento que pretende eliminar sinais e símbolos religiosos, bem como da tendência consumista desta quadra, unidos a uma ignorância crescente sobre esta festa, emerge a necessidade de regressar à verdade é à identidade originais desta celebração cristã”, defendeu D. Manuel Quintas, apontando a participação dos cristãos presentes na Eucaristia da solenidade do Natal do Senhor como “o reafirmar da verdade histórica do nascimento de Cristo”, verdade que não pode ser equiparada à celebração anual de uma festa de aniversário “pela envolvência pessoal que ela reclama do reencontro com a Pessoa de Cristo”, disse.

O Bispo do Algarve ressalvou no entanto que a Páscoa é “a festa mais antiga do Cristianismo” e o “mistério que dá sentido à fé da Igreja e à volta do qual gravita todo o ano litúrgico é a ressurreição de Cristo”, o qual é o “fundamento” da fé dos cristãos.

O Bispo do Algarve explicou ainda que “celebrar o Natal é acima de tudo deter-se no conteúdo essencial desta celebração”: “o mistério de um Deus que assume a nossa condição humana e partilha a nossa vida com as suas alegrias e sofrimentos e partilha a nossa própria morte”, disse.

A terminar desejou que a celebração desta solenidade do Natal conduza sempre mais os cristãos à “verdade histórica deste acontecimento”, ao “conteúdo essencial do mistério” celebrado e à sua “manifestação” na vida de cada crente, conduzindo-o a um “sempre novo e autêntico modo de viver e amar”, em resumo ao “reencontro com Deus feito menino”.

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