Pub

“São Vicente deixou-nos um testemunho de fé e de martírio que ainda hoje constitui para nós um apelo ao modo como vivemos e testemunhamos a nossa fé”, afirmou D. Manuel Quintas.

O Bispo do Algarve considerou que o testemunho de Vicente, martirizado pelo governador romano Daciano nos primeiros anos do século IV na Diocese de Saragoça (Espanha), não foi apenas concretizado em vida, pela adesão à pessoa de Cristo, pela firmeza da sua fé, pelo anúncio do Evangelho e serviço à Igreja”, mas “continuou depois, porque mesmo depois de morto tiveram muita dificuldade em se desfazer do seu corpo”. “Isso foi muito interpelador para as comunidades cristãs que aqui vivam nessa altura no sul da Península”, observou o prelado, acrescentando que “a veneração do seu corpo levou as comunidades a trazerem-no até esta parte mais ocidental da Península”.

“Por isso, foi constituído nosso padroeiro principal, juntamente com o Patriarcado de Lisboa, e por isso celebramos a sua solenidade no domingo mais próximo do dia 22 de janeiro ”, explicou.

D. Manuel Quintas apelou à mesma “firmeza, coragem e heroicidade da fé” para dar testemunho nos dias de hoje, “para que os valores em que acreditamos, a fé que professamos e celebramos determine o modo como vivemos a nossa vida e as nossas atitudes, comportamentos e contributos”. “O mundo de hoje precisa do nosso testemunho”, constatou.

Samuel Mendonça

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Pub