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Presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, a bênção contou ainda com a presença da ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena André, e do secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, para além do presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, do pároco local, o padre Dinis Faísca, o director do Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, entre muitas outras personalidades.

Na sua intervenção, após a celebração da bênção, o padre Dinis Faísca deixou claro que aquele “não é um projecto de uma direcção”, mas “obra de uma instituição: o Centro Paroquial e Social de Santa Maria”, uma IPSS que desde 1989 dá resposta social aos idosos que, “na impossibilidade de passarem os últimos dias das suas vidas junto daqueles que tanto amam, são adoptados e integrados” na instituição.

Garantindo que “a prioridade da instituição é a qualidade dos seus serviços”, o sacerdote adiantou que a mesma tem uma lista de espera de 150 pessoas, lembrando que isso “representa o drama de outras tantas famílias”.

“Dinheiro não temos, mas temos a determinação, a vontade e capacidade de trabalho e confiamos nas instituições públicas e na boa vontade de todos para juntos pormos em funcionamento este centro”, frisou o prior das paróquias de Tavira, garantindo que a futura obra permitirá criar 42 postos de trabalho e assistir mais de 100 famílias. Assim, “em 2012, o Centro Paroquial e Social de Santa Maria terá cerca de 100 funcionários e apoiará cerca de 200 famílias”, explicou.

“Numa sociedade onde o risco de exclusão da população sénior é elevado, um Centro Inter-geracional aproxima gerações e educa as novas gerações no respeito e cuidado pelos mais idosos”, salientou.

Também o Bispo do Algarve considerou que o projecto vai “responder a uma carência que reclama uma resposta urgente” e aludiu ao sentido do mesmo. “Esta e outras obras semelhantes, ligadas à Igreja do Algarve, são expressão da sua missão evangelizadora, concretizada no anúncio do Evangelho e na promoção da pessoa humana, sabendo que desse modo estamos a contribuir para o bem comum”, disse, evidenciando que estas obras comprovam que “a acção da Igreja, a celebração e o testemunho da fé não podem cingir-se ao âmbito privado ou ao interior dos templos”. “A acção social da Igreja é a resposta dos seus membros à convicção de que não podemos amar a Deus que não vemos, se não amamos o irmão que vemos”, concluiu, apelando à fraternidade, mais do que a solidariedade.

Já Jorge Botelho afirmou que, “sem o Programa de Alargamento da Rede Social (PARES) dificilmente este projecto poderia ter ido avante” e evidenciou a importância da obra. “Esta é uma obra muito importante para o concelho Tavira e para o sotavento algarvio, porque vai dar uma resposta onde estamos extremamente necessitados”, disse o presidente da Câmara de Tavira, garantindo que aquela a candidatura é a que, no Algarve, “mais investimento recebe do PARES”.

Congratulando o padre Dinis Faísca “porque teve a coragem, dinâmica, e a visão necessária” para prosseguir com a obra na transição entre a anterior e a actual direcção, o autarca prestou também homenagem à anterior direcção “que muito trabalhou para este projecto”.

A terminar, Jorge Botelho tranquilizou o pároco, garantindo-lhe que “não ficará a dever nada a ninguém”. “O município de Tavira nunca lhe falará ao apoio financeiro para que esta obra acabe. Iremos dar aquilo que for necessário para que esta obra seja uma realidade”, prometeu.

Maria Helena André destacou que, em Tavira, com a construção deste equipamento, as taxas de cobertura para creches e lares de idosos ultrapassarão “largamente a média nacional”. “Temos uma recomendação para atingirmos os 33% e Tavira ficará, no final do PARES, com uma taxa de cobertura de 65,7%”, adiantou a ministra, salientando a “conjugação de esforços entre o Estado, as autarquias e a sociedade civil, com as organizações do sector social, fundamentais nesta parceria com o Estado”.

Helena André justificou ser intenção do Governo “aumentar os níveis de qualidade não só dos futuros utentes, mas também das famílias”, procurando “criar condições para que possa haver uma melhor partilha entre as responsabilidades no emprego, família e sociedade”, e “criar condições para que os jovens possam ter a opção de promover a natalidade”. Por outro lado, destacou a construção de novos equipamentos na contribuição para a criação de postos de trabalho, “aquando da construção e aquando o seu funcionamento”.

Comparticipada em 45% pelo PARES e em 30% pela Câmara de Tavira, sendo os restantes 25%, correspondentes a 550 mil euros, a cargo da instituição, a obra, com uma área de construção de 2700 m2, criará 40 novos lugares em lar de idosos e 66 em creche com cinco salas (2 berçários, 1 sala dos 12 aos 24 meses e 2 salas dos 24 aos 36 meses).

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